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IA no trabalho: como criar soluções sem saber programar

IA facilita inovação no trabalho: profissionais sem formação técnica criam soluções via vibe coding; 87% das Fortune 500 já adotam, e até 2026, 60% do código pode vir da IA

A inteligência artificial vem promovendo uma mudança estrutural no modo como as empresas inovam
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  • O uso de ferramentas de IA para código em linguagem natural, o chamado “vibe coding”, permite que profissionais não programmadores criem softwares; 63% dos usuários dessas ferramentas não são programadores.
  • A prática é vista como uma quebra de paradigma: a inovação passa a nascer nas mãos de quem entende o problema, não apenas na área de tecnologia.
  • A adoção é significativa: 87% das empresas da Fortune 500 já utilizam ao menos uma plataforma desse tipo, e até o fim de 2026 cerca de 60% de todo novo código deverá ser gerado por IA.
  • Na prática, aumenta a velocidade e a autonomia: protótipos são criados em poucas horas, com testes e validações antes de envolver a área de tecnologia.
  • Surgem os micro apps, com ganhos de eficiência e produtividade; a área de tecnologia deixa de ser gargalo e atua para escalar, garantir segurança e robustez.

A inteligência artificial está transformando a forma como as empresas inovam, abrindo espaço para que profissionais de áreas como marketing, operações e finanças desenvolvam soluções tecnológicas sem depender diretamente de equipes de tecnologia. O movimento, conhecido como vibe coding, utiliza comandos em linguagem natural para que a IA gere o código necessário. Dados do setor indicam que 63% dos usuários dessas ferramentas não são programadores.

Especialista em IA, Breno Lobato, aponta que essa mudança sinaliza uma ruptura de paradigma nas organizações. A inovação não ficaria mais centralizada na TI; ela passa a ocorrer nas mãos de quem entende o problema a ser resolvido, segundo ele.

A adoção está já consolidada em grandes empresas. Estima-se que 87% das companhias da Fortune 500 utilizam ao menos uma plataforma de vibe coding, e projeções indicam que até o fim de 2026 cerca de 60% de todo novo código será gerado por IA.

Mais autonomia e velocidade na inovação

Na prática, a velocidade e a autonomia das equipes aumentam. Profissionais que antes dependiam de longos processos internos conseguem criar protótipos em poucas horas, testar ideias e validar demandas sem acionar a TI.

Segundo Lobato, ocorre uma inversão de lógica: o negócio chega com soluções já testadas, e a tecnologia entra para escalar, garantir segurança e robustez.

A ascensão dos micro apps

O movimento impulsiona o desenvolvimento de micro apps, aplicações criadas para resolver problemas específicos do dia a dia. Tais projetos, muitas vezes não entrariam na fila da TI, passam a ganhar viabilidade por quem vivencia as demandas.

Essa tendência reforça a ideia de que soluções práticas podem nascer diretamente das áreas operacionais, com apoio de plataformas de IA para prototipagem rápida.

Ganhos de eficiência e produtividade

Empresas globais relatam ganhos significativos com o uso de IA no desenvolvimento interno, incluindo redução no tempo de criação de ferramentas e economia de milhares de horas de trabalho. A tecnologia amplia a eficiência operacional e a velocidade de entrega.

Ainda segundo Lobato, o papel da TI não desaparece, mas se transforma. A TI atua como aceleradora, recebendo protótipos já validados para escalar com segurança e robustez.

Um futuro mais acessível para a inovação

Com o acesso ampliado às ferramentas de desenvolvimento, espera-se que o número de pessoas capazes de criar soluções digitais aumente nos próximos anos, fortalecendo a competitividade das empresas.

Para o especialista, a inovação deixa de ser exclusiva de quem sabe programar e passa a depender de quem entende o problema e consegue transformá-lo em solução.

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