Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Medidas da cintura indicam risco à saúde, afirma cardiologista

Cardiologista aponta que circunferência abdominal e gordura visceral elevam risco cardiometabólico, com limites diferentes para mulheres e homens

Mulher medindo a barriga com fita métrica - Gordura localizada: como o organismo escolhe o que queimar - Metrópoles
0:00
Carregando...
0:00
  • A cardiologista Rafaela Penalva afirma que a circunferência abdominal é um dos melhores marcadores de risco cardiometabólico, superior ao IMC isoladamente.
  • Risco aumentado: mulheres com 80 a 88 centímetros e homens com 94 a 102 centímetros devem ser monitorados com mais frequência.
  • Sinal crítico: cintura acima de 88 centímetros em mulheres ou acima de 102 centímetros em homens indica alto risco cardiovascular e pode configurar síndrome metabólica.
  • A gordura visceral é metabolicamente ativa, pode provocar inflamação, resistência à insulina e disfunção endotelial.
  • Aferição correta deve ser feita com a pessoa em pé, medindo entre o rebordo costal inferior e a crista ilíaca, em expiração normal e sem pressão excessiva.

Doutora Rafaela Penalva, cardiologista e chefe da seção de cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), destaca que a circunferência abdominal é um marcador simples de risco. A avaliação visa detectar obesidade visceral, associada a inflamação e resistência à insulina.

A médico, com doutorado pela USP e pelo IDPC, explica que a gordura ao redor dos órgãos aumenta o risco de doenças cardíacas e metabólicas. Em pessoas com peso considerado normal pelo IMC, a circunferência abdominal ainda pode indicar pior prognosis.

Segundo diretrizes nacionais e internacionais, medidas de cintura ajudam a identificar risco cardiometabólico com maior precisão do que o IMC isoladamente. A gordura visceral é metabólicamente ativa e contribui para inflamação e disfunção endotelial.

Medidas da cintura e critérios de alarme

Para mulheres, preocupação pode surgir a partir de 80 a 88 cm de circunferência; para homens, 94 a 102 cm. Nesses patamares, o monitoramento deve ocorrer com maior frequência. Acima de 88 cm em mulheres e acima de 102 cm em homens, o risco é considerado muito alto.

A orientação é medir com a pessoa em pé, na altura do abdômen. A fita deve ficar entre o rebordo costal inferior e a crista ilíaca, durante a expiração normal, sem compressão excessiva.

A especialista ressalta que a avaliação não depende apenas do peso. Mudanças na cintura podem indicar evolução para síndrome metabólica e maior probabilidade de complicações cardíacas, mesmo quando o IMC não está elevado.

Fonte: entrevista com a cardiologista Rafaela Penalva, da USP e do IDPC, com base em diretrizes brasileiras e internacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais