- O uso de medicamentos para obesidade, como Mounjaro e Ozempic, acelera a perda de peso, gerando excesso de pele em várias regiões do corpo.
- Em consultórios, cerca de 30% dos pacientes atendidos por um cirurgião plástico já utilizaram ou utilizam esses fármacos, o que aumenta a demanda por procedimentos estéticos pós-emagrecimento.
- A flacidez costuma afetar abdômen, mamas, braços, coxas e rosto, sendo o rosto a região que mais denuncia a mudança corporal após emagrecimento rápido.
- Existem tratamentos não cirúrgicos, como bioestimuladores de colágeno, radiofrequência, ultrassom microfocado e lasers, mas muitas vezes a cirurgia plástica é necessária para corrigir sobra de pele significativa.
- O planejamento é essencial: peso estável, boa nutrição e suspensão de medicamentos antes de cirurgias; planos de saúde costumam cobrir apenas cirurgia abdominal em casos de grande perda de peso, com possíveis decisões judiciais para coberturas adicionais quando há impacto funcional.
O aumento do uso de medicamentos para obesidade, como Mounjaro e Ozempic, está ampliando a perda de peso rápida. Com isso, cresce a demanda por procedimentos estéticos para corrigir a flacidez do excesso de pele. Profissionais avaliam que o corpo nem sempre acompanha o emagrecimento acelerado, gerando o problema.
Segundo médicos, a pele perde capacidade de retração quando o peso cai rapidamente. Em muitos casos, sobra pele no abdômen, braços, coxas, seios e rosto, criando a necessidade de tratamentos integrados. A flacidez costuma ser mais ampla em pacientes pós-bariátricos do que em casos de emagrecimento gradual.
Rosto é o primeiro a sentir
O rosto pode perder definição por redução de gordura facial e queda de fibras de colágeno. Esse conjunto de mudanças costuma gerar aparência de perdeu volume e sulcos mais evidentes, fenômeno conhecido entre especialistas como “rosto de Ozempic”.
Homens têm buscado mais procedimentos faciais após o emagrecimento, conforme relatos de dermatologistas. A definição da mandíbula e do contorno facial pode ficar comprometida, gerando desconforto estético em pacientes de ambos os sexos.
Opções de tratamento
Há alternativas não cirúrgicas para tratar a flacidez, combinadas conforme o caso. Bioestimuladores de colágeno estimulam a produção de elastina e colágeno ao longo do tempo. Radiofrequência, ultrassom microfocado e lasers ajudam a firmar a pele e melhorar a textura.
A velocidade da perda de peso e o volume perdido influenciam o grau de flacidez e a resposta aos tratamentos. Em casos de sobra de pele significativa, a cirurgia plástica passa a ser a opção mais indicada, com procedimentos como abdominoplastia, mastopexia e braquioplastia.
Planejamento e custos
Para cirurgias, o peso estável e a nutrição adequada são essenciais. O uso de canetas pode reduzir o apetite e provocar deficiências, elevando riscos de complicações. Protocolos médicos costumam exigir suspensão de medicamentos com antecedência de pelo menos duas semanas antes da cirurgia.
A cobertura por planos de saúde varia. Em muitos casos, apenas cirurgia abdominal tem cobertura automática. Quando há impacto funcional ou de saúde, judicialmente alguns planos podem custear tratamentos adicionais.
Perspectiva clínica
Especialistas ressaltam a importância de alinhar expectativas com o paciente. Emagrecer é conquista, mas o cuidado com o corpo continua após o peso estabilizar. O objetivo é um planejamento individual que considere o contorno corporal como um todo.
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