- A USP inaugurou, em 15 de abril, quatro novos laboratórios e a sede administrativa do Offshore Technology Innovation Centre (Otic) na Escola Politécnica, em São Paulo.
- Os laboratórios contam com simuladores para estudos detalhados de operações offshore, incluindo aspectos de comportamento humano, segurança e gestão de riscos.
- O Otic é resultado de parceria entre a USP, Shell Brasil, Fapesp, ANP e IPT, reunindo mais de 250 pesquisadores e um portfólio de mais de vinte projetos, com investimento previsto de R$ 163 milhões em cinco anos.
- As pesquisas abrangem descarbonização, digitalização de operações e desenvolvimento de novos materiais, visando a transição energética no setor offshore.
- Entre as instalações destacam-se o Cosmos — Center for Systems Operations and Multipurpose Simulation — e o NavLab, além do Tanque de Provas Numérico já existente na Poli.
A USP inaugurou na quarta-feira, 15 de abril, quatro novos laboratórios e a sede administrativa do Offshore Technology Innovation Centre, o Otic. O centro fica na Escola Politécnica, no campus da universidade em São Paulo, e integra projetos voltados à produção de energia em ambiente marítimo com menor impacto ambiental.
A cerimônia contou com a participação de pesquisadores, representantes de Shell Brasil, Fapesp, ANP, IPT e equipes da universidade. Os laboratórios trazem simuladores avançados para estudos de operação em alto-mar, ampliando o conjunto já existente na Poli, como o Tanque de Provas Numérico.
Estrutura e foco do Otic
A sede do Otic ocupa cerca de 250 m² e oferece espaços de trabalho, salas de reunião e áreas para apresentações. Os laboratórios incluem cenários de análise de riscos, comportamento humano e operações com tecnologias imersivas, conectando segurança, gestão de riscos e percepções sociais às inovações.
Ao todo, o Otic reuniu mais de 250 pesquisadores e desenvolve mais de duas dezenas de projetos. Nos próximos cinco anos, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 163 milhões em áreas como descarbonização, digitalização de operações e desenvolvimento de novos materiais.
Parcerias e objetivos estratégicos
O centro nasce de uma cooperação entre USP, Shell Brasil, Fapesp, ANP e IPT. A atuação busca atender a uma matriz energética brasileira com foco offshore, principalmente na camada do pré-sal, conciliando redução de custos, menor emissões e maior eficiência operacional.
A direção do Otic afirma que o desafio central é encontrar soluções que unam baixo custo, menor impacto ambiental e alta capacidade de produção. O objetivo é ampliar o papel do offshore na transição energética do país, incluindo geração de energia renovável no oceano e armazenamento de carbono.
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