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Pesquisas de transição energética ganham novos laboratórios e simuladores

O Otic inaugura quatro laboratórios e a sede administrativa na Poli, com investimentos de R$ 163 milhões, para acelerar a transição energética offshore

A partir da esquerda: o diretor do Otic, Gustavo Assi; a diretora de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil, Manoela Lopes; a diretora da Poli, Anna Reali; o reitor Aluísio Segurado; a vice-reitora Liedi Bernucci; o diretor-presidente do IPT, Anderson Correia; o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, Carlos Graeff; e o capitão de Mar e Guerra Reinaldo de Melo Maeda, do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo. A cerimônia de inauguração ocorreu no dia 15 de abril, na Cidade Universitária - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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  • A USP inaugurou, em 15 de abril, quatro novos laboratórios e a sede administrativa do Offshore Technology Innovation Centre (Otic) na Escola Politécnica, em São Paulo.
  • Os laboratórios contam com simuladores para estudos detalhados de operações offshore, incluindo aspectos de comportamento humano, segurança e gestão de riscos.
  • O Otic é resultado de parceria entre a USP, Shell Brasil, Fapesp, ANP e IPT, reunindo mais de 250 pesquisadores e um portfólio de mais de vinte projetos, com investimento previsto de R$ 163 milhões em cinco anos.
  • As pesquisas abrangem descarbonização, digitalização de operações e desenvolvimento de novos materiais, visando a transição energética no setor offshore.
  • Entre as instalações destacam-se o Cosmos — Center for Systems Operations and Multipurpose Simulation — e o NavLab, além do Tanque de Provas Numérico já existente na Poli.

A USP inaugurou na quarta-feira, 15 de abril, quatro novos laboratórios e a sede administrativa do Offshore Technology Innovation Centre, o Otic. O centro fica na Escola Politécnica, no campus da universidade em São Paulo, e integra projetos voltados à produção de energia em ambiente marítimo com menor impacto ambiental.

A cerimônia contou com a participação de pesquisadores, representantes de Shell Brasil, Fapesp, ANP, IPT e equipes da universidade. Os laboratórios trazem simuladores avançados para estudos de operação em alto-mar, ampliando o conjunto já existente na Poli, como o Tanque de Provas Numérico.

Estrutura e foco do Otic

A sede do Otic ocupa cerca de 250 m² e oferece espaços de trabalho, salas de reunião e áreas para apresentações. Os laboratórios incluem cenários de análise de riscos, comportamento humano e operações com tecnologias imersivas, conectando segurança, gestão de riscos e percepções sociais às inovações.

Ao todo, o Otic reuniu mais de 250 pesquisadores e desenvolve mais de duas dezenas de projetos. Nos próximos cinco anos, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 163 milhões em áreas como descarbonização, digitalização de operações e desenvolvimento de novos materiais.

Parcerias e objetivos estratégicos

O centro nasce de uma cooperação entre USP, Shell Brasil, Fapesp, ANP e IPT. A atuação busca atender a uma matriz energética brasileira com foco offshore, principalmente na camada do pré-sal, conciliando redução de custos, menor emissões e maior eficiência operacional.

A direção do Otic afirma que o desafio central é encontrar soluções que unam baixo custo, menor impacto ambiental e alta capacidade de produção. O objetivo é ampliar o papel do offshore na transição energética do país, incluindo geração de energia renovável no oceano e armazenamento de carbono.

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