- Em Kauaʻi, Fletcher Parker encontrou doze besouros-da-coroa-do-coco adultos em um pé quadrado de mulch; horas depois, centenas foram encontrados na pilha maior, incluindo larvas brancas com cabeça vermelha.
- Várias árvores de niu apresentaram cortes em V, sinal de alimentação do CRB, e os danos vêm piorando na ilha.
- O projeto de mapeamento comunitário Niu Ola Kauhale, liderado pela organização E Ola Kākou Hawaiʻi, é financiado com 25 mil dólares de um edital de inovação municipal e envolve moradores na coleta de evidências sobre CRB.
- Entre dezembro e março, os alaka‘i contribuíram com mais de setecentos pontos no mapa; cerca de setenta por cento das árvores impactadas mostraram danos baixos (um a três frondes atingidas).
- A iniciativa é vista como modelo para outras ilhas, com limitações de dados da comunidade e necessidade de verificação por fotos antes de aceitar as submissões.
Fletcher Parker, agricultor de Kaua‘i, encontrou dezenas de besouros- rhinoceros de coco em apenas alguns segundos ao puxar uma rede de monofilamento sobre palha na região Sul da ilha. Nos dias seguintes, ele e cerca de 10 moradores identificaram centenas de exemplares na pilha maior de palha, incluindo adultos presos pela rede e larvas alvoraçadas. Linhas de árvores de coco ao redor apresentavam cortes em forma de V, indicativos de ataque do CRB.
Parker integra um grupo de moradores que monitora a expansão do CRB e registra árvores afetadas, assim como áreas de reprodução, tratamento e armadilhas. O acompanhamento faz parte de um projeto comunitário de mapeamento, financiado por um edital de inovação de 25 mil dólares da prefeitura.
Modelo de atuação comunitária
O projeto Niu Ola Kauhale é coordenado pela ONG E Ola Kākou Hawai‘i, dedicada à preservação ambiental de Kaua‘i. A mapoteca estima atualizações trimestrais e já contabilizou, durante mutirões, centenas de ovos, larvas e adultos do CRB em Wailua, Po‘ipū, Līhu‘e e Anahola.
Nākai‘elua Villatora, vice-presidente do grupo, afirma que o objetivo é mobilizar a comunidade para coletar evidências da presença do inseto, para embasar medidas de mitigação em pontos críticos. A iniciativa segue o modelo kilo, prática de observação local. Cada alaka‘i lidera uma área municipal.
Desdobramentos e desafios
Entre dezembro e março, os voluntários contribuíram com mais de 700 pontos de dados. Cerca de 70% das árvores afetadas apresentaram danos baixos, com frondes modificadas por CRB. Submissões externas já começaram a chegar, com moradores como Morgan Mott enviando registros para atualização pública do mapa.
Entretanto, dados comunitários podem confundir danos com sinais de outras espécies. O grupo solicita fotos para verificação e planeja ampliar mutirões e ações educativas para esclarecer o que observar ao contribuir com o mapa.
Contexto estadual
Poucos mapas oficiais existem para o CRB no Havaí. Programas universitários mantêm redes de armadilhas, mas pouco se faz para mapear alimentação, reprodução e tratamento. Profissionais de organizações locais reconhecem o valor de esforços comunitários na ausência de recursos estatais amplos.
A linha de trabalho na ilha tem apoio de agências e ONGs, com a expectativa de ampliar parcerias para replicar o modelo em outras ilhas. A ideia é fornecer ferramentas para que comunidades acompanhem a gravidade da infestação e as possibilidades de resposta.
Perspectivas
Funcionários locais destacam que a resposta de Kaua‘i depende tanto de ações comunitárias quanto de apoio institucional, incluindo eventuais agentes de biocontrole. A ideia é reduzir a propagação sem depender apenas de pulverizações, dada a limitação de recursos.
Em Kaua‘i, o moku Kona observa avanços da infestação em áreas como Hanapēpē, estimando danos em parcela relevante de árvores. O mapa comunitário é visto como aliado para ampliar a compreensão pública sobre a situação e orientar soluções.
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