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Restauração florestal no Brasil requer governança; ES dá passo decisivo

Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Espírito Santo busca governança multissetorial para restaurar ao menos 30 mil hectares entre 2026 e 2030, alinhado ao Planaveg

Incentivos fiscais; tributos; ESG; sustentabilidade; reflorestamento — Foto: Andriy Onufriyenko/GettyImages
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  • Espírito Santo lançou o Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PERVN) para organizar a restauração em escala e reduzir a fragmentação de iniciativas.
  • O plano se conecta ao Planaveg, alinhando a agenda estadual às diretrizes nacionais, com quatro estratégias transversais e três arranjos de implementação.
  • A governança multissetorial envolve poder público, setor privado, academia, sociedade civil e comunidades, para orientar a atuação territorial.
  • A meta é recuperar pelo menos 30 mil hectares entre 2026 e 2030, com diagnóstico de passivos ambientais e mapeamento de iniciativas existentes.
  • A restauração é vista como ação integrada a dados, financiamento, ciência e políticas públicas, buscando impactos na segurança hídrica, clima, produção e biodiversidade, e servindo de referência para o Planaveg.

A restauração da vegetação nativa ganhou protagonismo no Brasil, impulsionada por metas climáticas, biodiversidade e uso racional de recursos naturais. No Espírito Santo, esse impulso se materializa com o Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PERVN), lançado em março.

O PERVN consolidou uma estratégia que vai além de ações isoladas. O estado busca organizar, integrar e compartilhar uma visão comum para recuperar a vegetação em escala, conectando as ações locais às diretrizes nacionais do Planaveg.

O que mudou

O estado alinhou o plano à arquitetura do Planaveg, criando quatro estratégias transversais e três arranjos de implementação. O objetivo é ampliar a capilaridade das ações, aumentando o alcance da restauração com qualidade e sustentabilidade.

Como funciona

As estratégias abrangem inteligência espacial, monitoramento, cadeia produtiva da recuperação, pesquisa, inovação e financiamento. Os arranjos de implementação organizam a recuperação em áreas privadas, públicas e em terrenos degradados com sistemas produtivos sustentáveis.

Governança como eixo

O PERVN estabelece governança multissetorial envolvendo poder público, setor privado, academia, sociedade civil e comunidades rurais. O objetivo é evitar que o plano fique apenas no papel e garantir implementação efetiva.

Estrutura e metas

O diagnóstico apontou fragmentação e baixa coordenação entre atores como entraves. Em resposta, o estado instituiu por decreto o Programa de Recuperação da Vegetação Nativa, conferindo força normativa ao plano e aos instrumentos de governança.

Meta de curto a médio prazo

A meta é restaurar pelo menos 30 mil hectares entre 2026 e 2030. Embora menor que a meta nacional, a proposta capixaba prioriza governança robusta, alinhamento entre políticas e instrumentos financeiros para acelerar a restauração a médio e longo prazo.

Impacto regional

A estratégia se concentra na Mata Atlântica, no Corredor Central, ampliando o impacto qualitativo das ações. O Espírito Santo se posiciona como referência para a implementação do Planaveg em nível estadual.

Resposta institucional

Caberá aos estados a tarefa de articular políticas, investimentos e atores locais para chegar à meta nacional. O PERVN mostra um caminho viável de coordenação e integração entre atores e instrumentos públicos.

Convergência com o setor

O processo de construção envolveu governo, setor produtivo, comunidades, pesquisa e sociedade civil, com participação do WWF-Brasil no grupo de trabalho. A finalidade é transformar restauração em política pública estruturante.

Observação final

A notícia confirma que restaurações em grande escala exigem planejamento, dados e cooperação entre setores. A implementação dependerá da continuidade de ações, financiamento e articulação entre níveis de governo e sociedade.

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