- Espírito Santo lançou o Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PERVN) para organizar a restauração em escala e reduzir a fragmentação de iniciativas.
- O plano se conecta ao Planaveg, alinhando a agenda estadual às diretrizes nacionais, com quatro estratégias transversais e três arranjos de implementação.
- A governança multissetorial envolve poder público, setor privado, academia, sociedade civil e comunidades, para orientar a atuação territorial.
- A meta é recuperar pelo menos 30 mil hectares entre 2026 e 2030, com diagnóstico de passivos ambientais e mapeamento de iniciativas existentes.
- A restauração é vista como ação integrada a dados, financiamento, ciência e políticas públicas, buscando impactos na segurança hídrica, clima, produção e biodiversidade, e servindo de referência para o Planaveg.
A restauração da vegetação nativa ganhou protagonismo no Brasil, impulsionada por metas climáticas, biodiversidade e uso racional de recursos naturais. No Espírito Santo, esse impulso se materializa com o Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PERVN), lançado em março.
O PERVN consolidou uma estratégia que vai além de ações isoladas. O estado busca organizar, integrar e compartilhar uma visão comum para recuperar a vegetação em escala, conectando as ações locais às diretrizes nacionais do Planaveg.
O que mudou
O estado alinhou o plano à arquitetura do Planaveg, criando quatro estratégias transversais e três arranjos de implementação. O objetivo é ampliar a capilaridade das ações, aumentando o alcance da restauração com qualidade e sustentabilidade.
Como funciona
As estratégias abrangem inteligência espacial, monitoramento, cadeia produtiva da recuperação, pesquisa, inovação e financiamento. Os arranjos de implementação organizam a recuperação em áreas privadas, públicas e em terrenos degradados com sistemas produtivos sustentáveis.
Governança como eixo
O PERVN estabelece governança multissetorial envolvendo poder público, setor privado, academia, sociedade civil e comunidades rurais. O objetivo é evitar que o plano fique apenas no papel e garantir implementação efetiva.
Estrutura e metas
O diagnóstico apontou fragmentação e baixa coordenação entre atores como entraves. Em resposta, o estado instituiu por decreto o Programa de Recuperação da Vegetação Nativa, conferindo força normativa ao plano e aos instrumentos de governança.
Meta de curto a médio prazo
A meta é restaurar pelo menos 30 mil hectares entre 2026 e 2030. Embora menor que a meta nacional, a proposta capixaba prioriza governança robusta, alinhamento entre políticas e instrumentos financeiros para acelerar a restauração a médio e longo prazo.
Impacto regional
A estratégia se concentra na Mata Atlântica, no Corredor Central, ampliando o impacto qualitativo das ações. O Espírito Santo se posiciona como referência para a implementação do Planaveg em nível estadual.
Resposta institucional
Caberá aos estados a tarefa de articular políticas, investimentos e atores locais para chegar à meta nacional. O PERVN mostra um caminho viável de coordenação e integração entre atores e instrumentos públicos.
Convergência com o setor
O processo de construção envolveu governo, setor produtivo, comunidades, pesquisa e sociedade civil, com participação do WWF-Brasil no grupo de trabalho. A finalidade é transformar restauração em política pública estruturante.
Observação final
A notícia confirma que restaurações em grande escala exigem planejamento, dados e cooperação entre setores. A implementação dependerá da continuidade de ações, financiamento e articulação entre níveis de governo e sociedade.
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