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Saúde única: a ligação entre humanos, animais e planeta

Saúde única liga saúde humana, animal e ambiental; coalizão mundial estabeleceu metas até 2030 para prevenir crises sanitárias globais

Desde 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA, antiga OIE), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), estabeleceram uma coligação formal em torno do conceito de One Health – depositphotos.com / Skorzewiak
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  • Saúde única (One Health) atualiza a visão de que saúde humana, animal e ambiental formam um sistema único para prevenir crises sanitárias.
  • Em dois mil e vinte e dois, OMS, FAO, OMSA e PNUMA criaram a Quadripartite, com metas até dois mil e trinta, incluindo vigilância integrada de zoonoses e resistência antimicrobiana.
  • Desmatamento, perda de biodiversidade e mudanças climáticas elevam o risco de zoonoses e doenças respiratórias, com exemplo da expansão do mosquito Aedes aegypti.
  • A resistência antimicrobiana avança por uso indevido de antibióticos em humanos, animais e ambiente; o plano conjunto prioriza monitoramento e uso restrito de antibióticos de importância crítica.
  • A saúde dos oceanos influencia a segurança alimentar, com poluição, aquecimento e pesca excessiva; recomenda-se integrar vigilância da água, saúde de animais marinhos e saúde pública.

O conceito de Saúde Única integra saúde humana, animal e do meio ambiente em um único sistema. Adotar essa visão busca prevenir crises sanitárias ao considerar interações entre áreas distintas. Mudanças climáticas, desmatamento e perda de biodiversidade fortalecem a necessidade prática desse modelo.

Desde 2022, a OMS, FAO e OMSA, em parceria com o PNUMA, formaram a Quadripartite para implementar o One Health. O grupo publicou um Plano de Ação com metas até 2030, incluindo vigilância integrada, combate à resistência antimicrobiana e proteção de ecossistemas.

A ideia prática é monitorar, em uma região, saúde humana, animais domésticos e fauna silvestre, além da qualidade do ar, água e solo. O objetivo é identificar desequilíbrios que favoreçam doenças infecciosas, principalmente zoonoses.

O que é Saúde Única

A proposta integra ações e informações dos três campos. Em vez de agir apenas nos hospitais, observa-se o comportamento de animais, a condição ambiental e a qualidade da água na mesma área. O foco é antecipar riscos.

Desafios ligados ao desequilíbrio ambiental

A perda de florestas aproxima populações humanas de espécies silvestres, elevando o contato com microrganismos. Estudos associam desmatamento ao aumento de doenças como malária e febre-amarela silvestre.

Resistência antimicrobiana

O uso inadequado de antibióticos em humanos, animais e ambientes acelera a resistência. O plano conjunto prevê monitoramento, restrição de antibióticos críticos e práticas mais responsáveis em saúde humana, veterinária e produção animal.

Oceano e segurança alimentar

Poluição, aquecimento e pesca excessiva afetam a oferta de alimentos de origem marinha. Microplásticos e resíduos chegam à cadeia alimentar, elevando preocupações sanitárias e econômicas para comunidades pesqueiras.

Cooperação entre profissionais

A Saúde Única requer compartilhamento de dados entre médicos, veterinários e ambientalistas. Comissões intersetoriais ajudam a planejar vacinação, saneamento e vigilância, tornando respostas mais rápidas e custo-efetivas.

A experiência de epidemias como gripe aviária, Ebola e COVID-19 reforça a necessidade de antecipar cenários. A abordagem busca reduzir a probabilidade de novas crises sanitárias, mantendo condições de vida sustentáveis para todos os seres.

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