- A Polícia Federal chegou à organização criminosa alvo da operação Narco Fluxo a partir de um backup na nuvem, onde foram encontrados extratos, contratos e documentos financeiros.
- A ação envolveu cinquenta e cinco mandados: quarenta e cinco de busca e apreensão e trinta e nove de prisão temporária.
- Os presos incluíram os MCs Poze do Rodo e Ryan SP, ligados ao esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão.
- Segundo o especialista Flávio D’urso, a PF chegou aos dados por meio de uma quebra de criptografia da nuvem, com a possibilidade de acesso por ordem judicial em muitos casos.
- A sua análise aponta que, em operações grandes, a apreensão de computadores, celulares e mídias de armazenamento facilita a investigação e a ação penal.
A Polícia Federal desvendou a organização criminosa alvo da operação Narco Fluxo, com 45 mandados de busca e apreensão e 39 prisões temporárias. Os suspeitos incluem os MCs Poze do Rodo e Ryan SP. A investigação teve como peça-chave o backup de dados em nuvem.
O material recuperado permitiu chegar aos responsáveis pela quadrilha, com extratos, comprovantes, contratos e documentos financeiros encontrados na nuvem a partir de uma única conta. A ação foi realizada nesta quarta-feira.
A operação mira lavagem de mais de 1,6 bilhão de reais, segundo a PF. A Justiça autorizou o acesso às informações em nuvem, que ajudaram a rastrear transações e vínculos financeiros do grupo.
Como a nuvem contribuiu à investigação
Flávio D’urso, especialista em crimes digitais, explica que a criptografia da nuvem pode ser rompida mediante ordem judicial ou com ferramentas físicas, dependendo do nível de proteção. Em alguns casos, a criptografia de ponta a ponta não impede o acesso pela plataforma.
O perito ressalta que, em grandes operações, itens como computadores, celulares e mídias de armazenamento costumam aparecer entre os objetos apreendidos, servindo como base para investigações e ações penais. A PF afirma manter uso cada vez mais frequente de dados digitais na apuração.
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