- A startup da Califórnia, Sabi, está desenvolvendo um wearable cerebral que transforma pensamento interno em palavras exibidas na tela, com boné leitor de cérebro previsto para chegar ao mercado até o fim do ano.
- O dispositivo funciona de forma não invasiva usando EEG para captar sinais do cérebro, com sensores distribuídos na parte interna do boné, entre setenta mil e cem mil.
- A ideia é permitir digitação a partir do pensamento, com velocidade inicial de cerca de trinta palavras por minuto, com expectativa de melhoria com o uso.
- Para lidar com a variação entre pessoas, a empresa treina um modelo de IA de base em dados de muitos usuários, já reunindo cem mil horas de dados de cem voluntários.
- A Sabi afirma criptografia de ponta a ponta para dados neurais e consulta especialistas em neurosegurança; há também um modelo de boné de beisebol previsto.
Para a Tela: startup da Califórnia apresenta dispositivo que lê pensamentos e transforma internal speech em texto. A Sabi, empresa de Silicon Valley, desenvolve um wearable cerebral na forma de uma boina. O objetivo é decodificar a fala interna em palavras na tela de um computador, com lançamento previsto ainda neste ano.
Segundo a empresa, o produto usa EEG para captar sinais neurais sem invasão cirúrgica. A boina deverá contar entre 70 mil e 100 mil sensores em seu interior, tecnologia considerada essencial para melhorar a precisão da leitura de pensamentos. A previsão de velocidade inicial é de cerca de 30 palavras por minuto.
A Sabi já acumula dados de neurônios de voluntários para treinar um modelo de IA de base neural, capaz de reconhecer padrões de atividade associados à fala interna. O CEO Rahul Chhabra afirma que o modelo precisa funcionar para diversas pessoas, não apenas para um único usuário.
Tecnologia por trás do wearable
A cap colorida funciona com uma rede de sensores que lê sinais cerebrais através da pele, sem cirurgia. A empresa planeja lançar uma versão de boné em complemento à boina, visando ampliar o uso cotidiano. A leitura é feita de modo não invasivo, com dados criptografados de ponta a ponta.
Para ampliar a confiabilidade, Sabi está desenvolvendo um modelo de IA treinado com largas quantidades de dados de vários voluntários. A empresa já reuniu cerca de 100 mil horas de dados de 100 participantes. Segundo especialistas, dispositivos consumidores devem ser prontos para uso imediato, com calibração mínima diária.
Desafios e perspectivas
Especialistas externos destacam que a variabilidade na forma de pensar de cada pessoa exige modelos robustos para leitura de fala interna. Dispositivos implantáveis costumam oferecer sinal mais forte, mas as opções não invasivas dependem de calibragem repetida e de confiabilidade no longo prazo.
Chhabra diz que, ao sair do laboratório, o uso diário dependerá de padrões de atividade neural regulares e de proteção de dados. A Sabi afirma que seus dados são usados apenas por IA treinada em dados criptografados, com auditoria de especialistas em neurosegurança.
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