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Universidade anuncia descoberta de nova espécie de fungo parasita

Nova espécie de fungo descoberta na Universidade Federal de Viçosa (UFV) parasita aranhas Iguarima censoria, controlando-as para favorecer a reprodução do organismo

O Gibellula mineira parasita as aranhas da espécie Iguarima censoria - (crédito: Reprodução/ Universidade Federal de Viçosa)
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  • Estudantes da Universidade Federal de Viçosa descobriram uma nova espécie de fungo na mata atlântica, batizada de Gibellula mineira, dentro do campus.
  • O nome foi escolhido por votação popular para homenagear o estado onde a descoberta ocorreu.
  • O fungo ficou conhecido como “fungo zumbi” por parasitar aranhas da espécie Iguarima censoria e movê-las para locais favoráveis à sua proliferação.
  • A paralisação e o deslocamento das aranhas lembram o comportamento de Ophiocordyceps unilateralis, conhecido em outras espécies de fungos parasitas.
  • A pesquisa é liderada pela coorientadora Thairine Mendes Pereira, com participação de um estagiário sob supervisão do pesquisador Luiz Felipe.

A Universidade Federal de Viçosa confirmou a descoberta de uma nova espécie de fungo na Mata Atlântica, em área de floresta dentro do campus. O organismo recebeu o nome Gibellula mineira, escolhido por meio de votação popular para homenagear o estado onde ocorreu a pesquisa.

O fungo ficou conhecido entre pesquisadores da UFV como o “fungo zumbi” pela capacidade de se apossar de aracnídeos e conduzi-los a locais mais adequados para a proliferação. A pesquisa é liderada pela coorientadora Thairine Mendes Pereira.

A equipe aponta semelhanças com Ophiocordyceps unilateralis, que parasita formigas. No caso do Gibellula mineira, o foco é aranhas da espécie Iguarima censoria, que são dominadas e mortas em condições que não ocorreriam naturalmente. Estagiários participam sob supervisão de Luiz Felipe.

Paralelo com fungos conhecidos

O estudo busca entender quais moléculas e mecanismos permitem a parasitação e o deslocamento dos hospedeiros, contribuindo para o conhecimento básico de interação entre fungos e artrópodes. A linha de investigação continua em desenvolvimento na UFV.

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