- O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) lançou o NPG-Ag, a Rede Nacional de Campos de Prova para AgTech, para testar ferramentas digitais e soluções de IA em condições reais de produção.
- O objetivo é reduzir lacunas entre o desenvolvimento de tecnologias agro e a capacidade dos produtores avaliarem desempenho e retorno econômico com dados confiáveis.
- A Grand Farm foi escolhida para gerenciar o programa em nível nacional, em parceria com a Universidade Estadual da Dakota do Norte (NDSU) e o Agricultural Research Service (ARS); já foram captados cerca de US$ 11 milhões para a operação.
- Do total arrecadado, US$ 2 milhões destinam a um posto do ARS no campus da Grand Farm, que funcionará como escritório de gestão do NPG-Ag.
- A primeira fase utilizará IA para controlar capina com visão computacional, medindo densidade e cobertura de plantas daninhas antes e depois das avaliações, com expansão prevista para outras áreas como doenças de culturas, produção animal e gestão hídrica.
O governo dos EUA lançou oficialmente o NPG-Ag, a Rede Nacional de Campos de Prova para AgTech. O anúncio ocorreu na manhã de terça-feira (7) e envolve o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A iniciativa cria uma infraestrutura permanente de testes em condições reais de produção para avaliar ferramentas digitais e soluções de IA voltadas ao campo.
O programa é liderado pelo Agricultural Research Service (ARS) e envolve universidades land-grant e outras agências do USDA. A Grand Farm, com sede em Casselton, Dakota do Norte, será gestora nacional do NPG-Ag, em cooperação com a Universidade Estadual da Dakota do Norte (NDSU). O projeto já captou US$ 11 milhões para operação.
O objetivo central é fechar a lacuna entre desenvolvimento de tecnologias agro e capacidade dos produtores de avaliar, com dados confiáveis, o desempenho de soluções. A iniciativa visa reduzir riscos de investimento e orientar decisões com base em evidências.
O NPG-Ag funcionará como um campo de provas federal onde tecnologias, comerciais ou em desenvolvimento, passarão por avaliação padronizada em produção real. Ao fim do ciclo, produtores terão informações sobre retorno econômico e eficácia das ferramentas.
A primeira fase priorizará o controle de plantas daninhas com visão computacional e aprendizado de máquina. A IA permitirá quantificar densidade e cobertura de ervas daninhas antes e depois da aplicação das soluções avaliadas.
A rede prevê expansão para áreas como doenças de culturas, manejo de pecuária e gestão hídrica. A criação de um cargo de Diretor de Agricultura Digital no ARS busca articular cientistas, programas internos e parceiros externos.
O financiamento inclui a construção de um posto do ARS no campus da Grand Farm, com gestão do programa. Apoiadores mencionam que a rede ampliará o acesso a dados confiáveis, acelerando a adoção de inovações em AgTech.
Entre os objetivos, estão reduzir custos com insumos, ampliar automação e aumentar a eficiência operacional. Para investidores, a avaliação padronizada oferece maior segurança e previsibilidade na adoção de tecnologias.
O USDA afirma que o NPG-Ag promoverá desenvolvimento colaborativo entre setores público e privado, beneficiando produtores de grãos, culturas especiais e pecuária. O programa ainda está estruturando etapas e prazos de implementação.
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