- A ABA (Análise Aplicada do Comportamento) é vista como ciência bem embasada para o autismo, mas há críticas ao excesso de horas e ao uso inadequado em alguns casos.
- Especialistas defendem que a ABA é personalizada e deve ser adaptada à situação de cada criança, com a duração das intervenções avaliada pela equipe e pela família.
- Segundo o Mapa Autismo Brasil de 2026, a ABA tem 29,8% de adesão no país, abaixo de 52,2% da psicoterapia; a maioria realiza duas horas de terapia por semana, e apenas 1,5% atinge 40 horas semanais ou mais.
- O caso de Lorena, 7 anos, ilustra a mudança: após reduzir a carga de horas, a família observou evolução na fala, brincadeiras e participação em atividades.
- Clínicas atuais combinam ABA com um viés naturalístico, considerando o contexto e a rotina da criança, com planos ajustados conforme necessidades da família e da própria criança.
AABA não deve ser aplicada em excesso para autismo, defendem profissionais que ressaltam a eficácia da intervenção comportamental, porém destacam limites e possibilidades de ajuste. A análise aplicada do comportamento, conhecida como ABA, foi criada em 1968 e continua sendo amplamente utilizada no tratamento de TEA.
Especialistas afirmam que ABA é uma ciência em evolução, não um único método. Pesquisadores destacam a necessidade de contextualizar as intervenções, respeitar as vontades da criança e ampliar o olhar para ambientes além da clínica. A personalização do tratamento é central.
Para Guilherme Polanczyk, professor da USP, ABA e intervenções comportamentais são bem estudadas e ocupam o que muitos chamam de padrão-ouro. Ainda assim, é preciso evitar aplicação excessiva de horas de terapia sem avaliação de qualidade.
No Brasil, dados do Mapa Autismo Brasil 2026 mostram adesão mais baixa à ABA: 29,8% frente a 52,2% da psicoterapia. A maioria realiza pouco tempo semanal de intervenção, com apenas 1,5% chegando a 40 horas semanais ou mais.
Caso de Lorena ilustra o debate: diagnosticada aos 1 ano e oito meses, recebeu atendimento intensivo por meses, o que sobrecarregou a criança e a família. Hoje, a família busca opções com menos horas semanais, mantendo foco em resultados observáveis.
Segundo profissionais da Mindplace Kids, a clínica utiliza protocolos baseados na análise do comportamento, com viés naturalístico que considera rotina e contexto da criança. A duração e o conteúdo do atendimento são ajustados em conjunto com a família.
Polanczyk ressalta que o tratamento deve ser personalizado conforme a necessidade de cada criança. Ele aponta que algumas crianças com menor necessidade de suporte podem se beneficiar de menos tempo fora do ambiente natural, enquanto outras podem exigir maior intervenção.
A discussão permanece entre equilibrar evidência científica, bem-estar da criança e viabilidade prática para as famílias. Especialistas reafirmam a importância de avaliar constantemente a eficácia das intervenções.
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