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Caso Alice Ribeiro mostra como funciona o processo de doação de órgãos

Após morte encefálica da jornalista Alice Ribeiro, familiares autorizam doação de rins, pâncreas, fígado e córneas; fila única opera com critérios de urgência e compatibilidade

Saiba mais sobre a doação de órgãos
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  • A jornalista Alice Ribeiro, 35 anos, teve morte encefálica após acidente de trânsito; a família autorizou a doação de rins, pâncreas, fígado e córneas.
  • A doação pode salvar até dez vidas, e o Brasil possui cerca de 66 mil pessoas na fila de transplantes.
  • A fila única é centralizada, auditada e segue critérios de compatibilidade e urgência; a prioridade depende da gravidade do quadro do paciente.
  • Existem duas formas de doação: falecida (dependente da decisão da família, com desejo prévio de doar) e doação em vida (rins, parte do fígado, pulmão ou medula óssea).
  • Antes da captação, as equipes avaliam o doador; geralmente, o ideal é internação de até sete dias, mas casos além disso são avaliados individualmente.

A morte da jornalista Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, aos 35 anos, ocorreu na sexta-feira, 17. Ela teve morte encefálica confirmado após um acidente de trânsito. Em um gesto de solidariedade, a família autorizou a doação de rins, pâncreas, fígado e córneas. A doação pode salvar até dez vidas.

O caso reacende o debate sobre transplantes no Brasil, com mais de 66 mil pessoas na fila de espera, um dos maiores números dos últimos 25 anos. A informação ajuda a esclarecer o tema e a reduzir o receio das famílias diante da decisão.

Fila única: como funciona o processo

Segundo o médico Lucas Nacif, cirurgião do aparelho digestivo e membro da ABTO, a lista é centralizada, auditada e segue critérios rígidos de compatibilidade e urgência. A ordem depende da gravidade da doença e do histórico do paciente.

A fila reúne pacientes de hospitais públicos e privados, com prioridade para casos mais críticos. A definição não está ligada a órgãos específicos, mas à necessidade clínica de cada pessoa.

Doação em vida e pós-morte

Existem duas formas de doar: falecido ou vivo. No caso de falecimento, a doação ocorre após a confirmação da morte encefálica, desde que haja manifestação prévia de desejo pela doação. A família tem a palavra final.

A doação em vida possibilita doar um rim, parte do fígado, parte do pulmão ou medula óssea, desde que o doador esteja em excelente estado de saúde e não comprometa suas funções vitais.

Critérios de avaliação dos órgãos

Antes da retirada, equipes médicas realizam uma pré-avaliação criteriosa do doador. Em geral, pacientes internados por até 7 dias são considerados ideais para captação, mas casos além desse prazo são avaliados individualmente.

A prática de captação envolve avaliação de compatibilidade, estado residual dos órgãos e logística hospitalar. A colaboração entre equipes é essencial para o sucesso do transplante.

Educação e cultura de doação

Apesar do crescimento de transplantes, o Brasil ainda precisa fortalecer a educação sobre doação. Um único doador falecido pode salvar ou melhorar a vida de até dez pessoas na fila.

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