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Casos de síndrome respiratória grave em crianças até 2 anos sobem no Brasil

Casos de síndrome respiratória aguda grave em menores de dois anos sobem em todas as regiões; o vírus sincicial é principal fator de internação

VSR é uma das principais causas de bronquiolite em crianças pequenas. Foto: Nadia Koval/Adobe Stock
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  • Casos de SRAG em crianças com menos de 2 anos cresceram em todas as regiões do Brasil, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 16.
  • O vírus sincicial respiratório é o principal fator por trás das hospitalizações nessa faixa etária.
  • A vacinação de gestantes a partir da 28ª semana é destacada como medida para proteger bebês nos primeiros meses de vida.
  • A maior parte das internações por bronquiolite ocorre no outono e inverno; bebês com menos de 1 ano apresentam maior risco de evolução grave.
  • Influenza A permanece em alta em parte do Centro-Sul, com aumentos em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de áreas do Nordeste e do Norte. Recomenda-se vacinação, higiene das mãos, uso de máscaras e etiqueta da tosse.

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em crianças com menos de 2 anos cresceram em todas as regiões do Brasil, conforme boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (16). O vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como principal fator dessas hospitalizações nessa faixa etária.

“Tanto as internações por SRAG quanto as bronquiolites têm relação direta com o VSR. Gestantes na 28ª semana devem tomar a vacina para proteger o bebê nos primeiros meses de vida”, afirma Tatiana Portela, pesquisadora da Fiocruz, em nota.

O informe ressalta ainda que a maior parte das internações por bronquiolite ocorre no outono e inverno. Bebês com menos de 1 ano apresentam maior risco de evolução grave, destacando que o ar seco e a permanência em ambientes fechados favorecem a transmissão.

Dados sobre o VSR e a gripe

A leitura do InfoGripe aponta que o VSR continua sendo a principal causa de internações por SRAG na faixa infantil. A pesquisa indica que as condições sazonais do outono, associadas à transmissão viral, elevam os casos entre bebês.

Patrícia Rolli, pediatra do Hospital Santa Catarina – Paulista, explica que o cenário sazonal facilita a transmissão de vírus. Em crianças, o sistema imune imaturo e vias respiratórias mais vulneráveis agravam a evolução clínica.

Influenza A e recomendações de prevenção

O boletim aponta alta nos casos de influenza A em parte do Centro-Sul, com aumentos em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e áreas do Nordeste e Norte, como Paraíba e Amapá. A vigilância permanece em monitoramento.

O infectologista Victor Horácio de Souza, do Hospital Pequeno Príncipe, reforça a vacinação como principal medida de prevenção. Crianças a partir de 6 meses, gestantes e idosos devem ser imunizados para reduzir formas graves.

Entre as ações complementares, ele recomenda lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel antes de tocar em bebês, máscaras e etiqueta da tosse em casos de sintomas. Essas medidas ajudam a reduzir a transmissão.

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