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Depois do Zolpidem: novas opções de tratamento para insônia chegam

Nova classe de remédios para insônia chega ao Brasil ainda neste ano; antagonistas duplos de receptores de orexina prometem menor dependência que o Zolpidem

Cerca de 32% dos adultos brasileiros que vivem em capitais sofrem com sintomas de insônia.
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  • Novos fármacos da classe DORA (antagonistas duplos dos receptores de orexina) devem chegar ao Brasil ainda neste ano para tratar insônia, com mecanismo diferente do Zolpidem.
  • Lemborexante, comercializado como Dayvigo, foi aprovado pela Anvisa em abril do ano passado e será lançado pela Eisai.
  • Daridorexanto, vendido internacionalmente como Quviviq, será trazido pela EMS em parceria com a Idorsia; a Anvisa ainda avalia o registro.
  • Os DORA bloqueiam a orexina, neurotransmissor que mantém a vigília, com menor potencial de dependência e abstinência em relação aos tratamentos que atuam no GABA; efeitos costumam incluir sonho vívido e, em alguns casos, paralisia do sono.
  • O registro do daridorexanto ocorreu em 29 de dezembro de 2025; prazo estimado para conclusão da análise é fim de 2026 ou início de 2027, sem definição de preço.

O Brasil deve receber em breve uma nova classe de medicamentos para insônia. Os antagonistas duplos dos receptores de orexina (DORA) chegaram ao mercado com a promessa de atuação distinta dos sedativos já usados. A Anvisa aprovou o lemborexante em abril do ano passado, com comercialização pela Eisai no Brasil. Além disso, a EMS firmou parceria com a suíça Idorsia para trazer o daridorexanto.

Os DORA atuam bloqueando a orexina, neurotransmissor que promove a vigília. Diferentemente de Zolpidem e zopiclona, que agem sobre o GABA, esses fármacos visam reduzir a sinalização que mantém o paciente acordado. O objetivo é oferecer alternativa com menor potencial de dependência.

Estudos apontam segurança relativamente alta, com eventos como paralisia do sono, alucinações e perda breve de controle muscular ocorrendo em 1% a 2% dos usuários. Ainda assim, especialistas alertam para risco de sonolência residual ao acordar, o que pode aumentar acidentes noturnos.

Entre as opções, o daridorexanto (Quviviq) terá a EMS como distribuidora no Brasil e em outros mercados da América Latina; a avaliação junto à Anvisa permanece em andamento desde 2025. Não há prazo definido para a chegada ao varejo nem estimativa de preço.

O lemborexante, denominado Dayvigo no Brasil, já segue com a aprovação vigente para venda pelo fabricante Eisai. A dif erença entre os dois compostos envolve meia-vida e impacto na manutenção do sono, com maior permanência do efeito no lemborexante e potenciais efeitos residuais.

Outro possível integrante da classe, o suvorexante, pode ingressar ao mercado brasileiro futuramente, conforme avaliação de autoridades e da indústria. A expectativa é ampliar o leque terapêutico para distúrbios do sono no país.

A previsão de disponibilidade envolve relatos da Anvisa sobre o registro do daridorexanto em 29 de dezembro de 2025, com conclusão dependente de eventuais esclarecimentos da empresa. A EMS afirma que a incorporação ao portfólio ampliará opções terapêuticas no Brasil, sem definir prazos de comercialização.

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