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IBGE confirma falta de homens no Brasil e por que ocorre

IBGE confirma déficit de homens no Brasil: 95 para 100 mulheres; desigualdade varia por estado e faixa etária

Foto do autor Roberta Jansen
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  • Segundo a PNAD Contínua 2025, existem 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil.
  • A diferença é maior em estados com idosos: no Rio de Janeiro, na faixa acima de 60 anos são 70 homens para 100 mulheres; em São Paulo, 76 para 100.
  • O Censo de 2022 mostrou 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens no país, cerca de 6 milhões a mais de mulheres; causas externas contribuem para o desequilíbrio.
  • Historicamente, a participação feminina já foi maior desde 2012 (48,9% homens vs. 51,1% mulheres) e, embora tenha variado, a tendência se mantém até 2024 com mais mulheres na população.
  • Regionalmente, Tocantins tem 105,5 homens por 100 mulheres; Mato Grosso, 101,1; Santa Catarina, 100,2; fatores demográficos e de expectativa de vida ajudam a explicar a diferença.

O IBGE confirmou um déficit masculino no Brasil com base na PNAD Contínua 2025. O país registra 95 homens para cada 100 mulheres, sinalizando um desequilíbrio de gênero em várias faixas etárias e estados.

Conforme levantamento, o cenário varia conforme a idade. Na região com mais de 60 anos, o Rio de Janeiro chega a 70 homens para cada 100 mulheres, enquanto em São Paulo a proporção fica em 76 para 100. O quadro é ainda mais destacado entre idosos.

Dados do Censo de 2022 apontam 104,5 milhões de mulheres e 98,5 milhões de homens no Brasil, cerca de 6 milhões de mulheres a mais. Demógrafos apontam causas externas e maior vigilância à saúde entre mulheres para justificar a diferença.

A história demográfica recente mostra que, em 2012, a população era 48,9% homens e 51,1% mulheres, mantendo-se estável até 2018. Em 2019 houve leve mudança, mas as proporções continuaram próximas de 48,8% e 51,2%.

Globalmente, nascem entre 3% e 5% mais homens do que mulheres, mas a diferença desaparece com a idade. Entre adultos jovens, mortes por causas não naturais elevam a razão masculina. A expectativa de vida feminina, porém, é maior.

Na prática, a diferença se acentua com o envelhecimento. Mulheres vivem mais e, acima dos 60 anos, costumam superar em número os homens. A transição demográfica brasileira intensifica esse padrão.

Panorama por região e estado

A PNAD indica que a relação de gênero se repetiu em quase todas as regiões, com exceções. Tocantins apresenta 105,5 homens para 100 mulheres; Mato Grosso, 101,1; e Santa Catarina, 100,2. Demais estados seguem a tendência.

Possíveis explicações envolvem oferta de trabalho em setores com maior presença masculina, como mineração e agronegócio, que pode influenciar a composição local da população masculina.

Não há avaliação de impactos sociais únicos neste texto. Estudos sugerem que a diferença de gênero afeta decisões de casamento, migração e planos familiares, sem adotar julgamentos de valor.

Estudos internacionais indicam que a presença de mulheres em vínculos estáveis tende a melhorar indicadores de bem-estar geral. Em contrapartida, a mortalidade masculina elevada em fases de idade produtiva contribui para o desequilíbrio.

As autoridades ressaltam a importância de monitorar as tendências demográficas para políticas públicas. Dados atualizados ajudam a orientar investimentos em saúde, educação e assistência social.

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