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Laser mapeia antiga metrópole na selva com 60 mil estruturas e grandes estradas

Mapeamento LiDAR revela na Guatemala uma rede de sacbeob conectando milhões, com sessenta mil estruturas de pedra sob a selva e um centro político-econômico pré-colombiano

Mapeamento de pirâmides e estradas milenares ocultas sob a densa vegetação tropical da Guatemala
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  • O LiDAR revelou estruturas de pedra e estradas ocultas na Bacia Cárstica de Mirador-Calakmul, na Guatemala, mapeando uma rede urbana sob a selva.
  • Estima-se que haja cerca de sessenta mil estruturas e população total de até dez milhões, em área mapeada de dois mil quilômetros quadrados.
  • As sacbeob, estradas brancas de pedra, ligavam centros cerimoniais a zonas agrícolas; em alguns trechos, superavam cem quilômetros de extensão.
  • As vias tinham revestimento de estuque de cal, elevadas em cerca de três metros, facilitando o tráfego entre áreas urbanas e rurais.
  • A presença de canais de drenagem e reservatórios indica manejo hídrico avançado para sustentar grandes comunidades; estudos da National Geographic Society apoiam essa leitura.

A Bacia Cárstica de Mirador-Calakmul, na Guatemala, revela através de LiDAR uma rede urbana antiga coberta pela floresta tropical. Dados de sensores indicam um império agrário sofisticado que conectava milhões de pessoas. A pesquisa aponta estruturas de pedra ocultas sob a vegetação.

A tecnologia LiDAR usa lasers pulsados para mapear o solo e detectar fundações de pirâmides e canais de irrigação. A técnica permite visualizar a topografia original sem escavar a área, identificando modificações humanas no relevo ao longo de séculos.

Sacbeob e função das vias

As chamadas sacbeob, estradas brancas maias, ligavam centros cerimoniais a zonas agrícolas, facilitando comércio e mobilidade durante estações chuvosas. Trechos elevados, com estuque de cal, tinham média de três metros de altura e percorriam mais de 100 quilômetros em alguns trechos.

Estimativas com base em 60 mil estruturas indicam uma densidade populacional expressiva na América Central. A região abrigava potencial produtivo suficiente para sustentar milhões de habitantes, consolidando o território como polo político e econômico da época.

Estrutura e produção agrícola

A arquitetura agrícola incluía terraços para reduzir inundações e uso de adubos orgânicos. A produção de milho e feijão abastecia a sociedade em expansão, com gestão compartilhada de recursos naturais para evitar esgotamento. O modelo mostra planejamento urbano integrado entre áreas rurais e núcleos urbanos.

A análise de drenagem e reservatórios aponta controle hídrico avançado, permitindo a sobrevivência em períodos de seca. Estudos de solo realizados por pesquisadores sugerem práticas de agricultura intensiva sustentável, evidenciando alta capacidade de adaptação da civilização maia.

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