- CMED divulgou o preço do Leqembi para Alzheimer em estágio inicial: um mês de tratamento custa entre R$ 8.108,94 e R$ 11.075,62, com aplicação a cada quinze dias para paciente de 70 kg.
- O medicamento, lecanemabe, é um anticorpo monoclonal que atua contra a beta-amiloide; reduz a velocidade de progressão, mas não melhora os sintomas; comercializado como Leqembi e produzido por Eisai em parceria com Biogen.
- A Anvisa aprovou o medicamento em 22 de dezembro de 2025; a chegada ao Brasil está prevista para o final de junho.
- Em estudo de fase três, pacientes em estágio inicial apresentaram queda média de sessenta e util, 27% na progressão da doença em dezoito meses, em relação ao placebo.
- Existem riscos de edema e hemorragia cerebral; pacientes com o gene apolipoproteína E4 têm maior chance de efeitos adversos. Antes da prescrição, devem ser feitos exame de genótipo APOE e uma ressonância magnética realizada no máximo há um ano; anticoagulantes são fator de exclusão.
O CMED, órgão ligado à Anvisa, informou o preço do lecanemabe, medicamento para Alzheimer em estágio inicial. O valor de um mês de tratamento com aplicação endovenosa a cada 15 dias, para um paciente de 70 kg, fica em 8.108,94 reais, sem impostos. Com 18% de alíquota, o preço sobe para 11.075,62 reais. O remédio é comercializado como Leqembi, desenvolvido pela Eisai em parceria com a Biogen.
O lecanemabe é um anticorpo monoclonal que atua contra a beta-amiloide, proteína que se acumula no cérebro antes do aparecimento dos sintomas. A proposta é reduzir a velocidade da progressão da doença, sem promover melhoria imediata dos sinais e sintomas.
Aprovado pela Anvisa em 22 de dezembro de 2025, o Leqembi deve chegar ao mercado brasileiro no fim de junho. O objetivo é tratar Alzheimer em fase inicial, retardando a evolução da doença ao interferir na formação de placas de beta-amiloide.
Estudos de fase 3 indicaram que pacientes em estágio inicial tratados ao longo de 18 meses apresentaram, em média, uma redução de 27% na velocidade de progressão, em comparação com o grupo que recebeu placebo. Contudo, a magnitude do efeito não é considerada gigantesca por especialistas.
Efeitos adversos potenciais incluem edema e hemorragia cerebral. O grupo com maior risco envolve indivíduos com o gene apolipoproteína E4. Em resposta, a Anvisa não aprovou o uso nesses pacientes, e o percentual de eventos adversos fica entre 5% e 11% entre os demais.
Para iniciar o tratamento, alguns exames são recomendados antes da prescrição. O genótipo apolipoproteína E pode ser solicitado, ainda que não esteja coberto pelo SUS. Além disso, é obrigatória uma ressonância magnética realizada até um ano antes do início da terapia, para verificar a presença de lesões hemorrágicas ou alterações que impeçam o uso do medicamento. Também não devem ser usados anticoagulantes durante o tratamento.
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