- As temporadas frias costumam aumentar os casos de gripe, causada pelo vírus influenza A, com maior transmissão em ambientes fechados e secos.
- Entre fim de março e início de abril houve elevação da incidência no Brasil; até 4 de abril, foram notificados mais de 31 mil casos de síndrome respiratória aguda grave, com 13 mil confirmations laboratorial para vírus respiratórios, incluindo influenza.
- A vacinação é anual, iniciando no outono na maior parte do país; na região Norte, ocorre no segundo semestre devido ao “inverno amazônico” e maior circulação do vírus.
- Existe dúvidas sobre a vacina, mas ela não provoca gripe: é feita com vírus inativados; efeitos colaterais costumam ser leves e passageiros.
- No SUS, a vacina é tríplice, produzida pelo Instituto Butantan, com campanha até 30 de maio para grupos prioritários; na rede privada há versão quadrivalente, ambas eficazes na prevenção de formas graves.
A gripe volta a ganhar destaque no Brasil, com incremento de casos de influenza A entre o fim de março e início de abril. O aumento ocorreu em meio ao período de frio, quando a transmissão costuma subir devido a ambientes mais fechados e ventilação precária. A situação reforça a importância da vacinação.
Dados do InfoGripe, da Fiocruz, indicam crescimento de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) neste ano, com mais de 31 mil notificações até 4 de abril. Desses, pouco mais de 13 mil tiveram confirmação laboratorial de vírus respiratórios, incluindo influenza A.
A médica Cristina Kokron, alergista do Einstein Hospital, ressalta que a gripe pode evoluir com febre alta e levar a complicações como sinusite, otite, pneumonia e internação. Grupos vulneráveis, como idosos e portadores de doenças crônicas, permanecem entre os mais afetados.
Sobre a vacinação e o calendário
A campanha de vacinação acontece anualmente, a partir do outono na maior parte do país. A região Norte tem imunização no segundo semestre, por conta do período de maior circulação viral conhecido como inverno amazônico, com maior volume de síndromes respiratórias.
A vacina disponível pelo SUS é produzida pelo Butantan, na versão trivalente, com três cepas. O Ministério da Saúde distribui cerca de 80 milhões de doses aos estados e municípios, visando grupos prioritários como crianças, idosos, gestantes e pessoas com alto risco de agravamento.
Mitos, eficácia e escolhas de dose
Circulam boatos de que a vacina causa gripe; especialistas esclarecem que as vacinas usadas no Brasil não contêm vírus vivo. Dores locais, vermelhidão e leve inchaço são efeitos comuns e passageiros. Sintomas gripais após a vacinação costumam dever-se a outros vírus, como rinovírus.
A vacinação é a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações e mortes por gripe. Além da versão oferecida pelo SUS, a rede privada também oferece imunizantes, com opções como a quadrivalente, que adiciona uma cepa de influenza B. A escolha entre trivalente e tetravalente depende de disponibilidade.
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