- A astronauta Christina Koch divulgou um vídeo mostrando os efeitos da microgravidade no corpo, sete dias após retornar da missão Artemis II.
- No registro, ela aparece se esforçando para caminhar com os olhos fechados, demonstrando desequilíbrio ao voltar à gravidade da Terra.
- Koch explica que, na microgravidade, os órgãos vestibulares não funcionam como antes, fazendo o cérebro depender mais da visão para se orientar.
- Ela aponta que caminhar com os olhos fechados é um desafio e que o estudo desses efeitos ajuda a entender tratamento de vertigem, concussões e outras condições neurovestibulares.
- Cientistas ainda estudam impactos de longo prazo, incluindo possível perda de densidade óssea, atrofia muscular, alterações no sistema imune e no sistema cardiovascular, além de efeitos no DNA.
Christina Koch, astronauta da missão Artemis II, publicou um vídeo mostrando os efeitos da microgravidade no corpo humano. O registro foi feito apenas dias após o retorno à Terra.
No vídeo, Koch aparece tentando caminhar com os olhos fechados, sete dias após o retorno. Em tom de brincadeira, ela comenta que talvez precise esperar para surfar novamente.
Ela explica que, na ausência de peso, os órgãos do equilíbrio não funcionam como na gravidade normal. O cérebro aprende a ignorar sinais, aumentando a dependência da visão ao retornar à Terra.
Efeitos no corpo no espaço
Cientistas estudam mudanças de longo prazo na saúde de astronautas. Já se sabe que há perda de densidade óssea e atrofia muscular, além de possível comprometimento de coordenação e equilíbrio.
O sistema imunológico pode sofrer alterações, com ligadas a respostas de vírus latentes. Pesquisas indicam também impactos na visão e em mecanismos cardiovasculares.
A radiação espacial pode modificar o DNA, e estudos com astronautas na ISS usam dosímetros para monitorar a exposição. Em dados de casos anteriores, mudanças no DNA podem ocorrer, mas tendem a retornar ao normal após o retorno.
Um estudo sobre o astronauta Scott Kelly comparou dados antes e depois da missão com o irmão gêmeo, levando a descobertas sobre alterações químicas no DNA que reverteram com o tempo.
Telômeros, que protegem o DNA, também foram analisados. Em Kelly, houve aumento durante o espaço e encurtamento após o retorno, sugerindo influência de exercícios e alimentação no espaço.
Fontes consultadas incluem médicos da NASA e especialistas da Mayo Clinic, com relatos de pesquisas em andamento sobre os efeitos da microgravidade. Com informações de Jen Christensen, CNN.
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