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Ciência recebe o Oscar por tratamento genético que restaura visão perdida

Equipe responsável pela Luxturna recebe o Breakthrough Prize em ciências da vida, no valor de $3m, por terapêutica genética que restaurou a visão

Dr Albert Maguire, pictured, is one of three scientists awarded the Breakthrough prize for life sciences for their Luxturna gene therapy treatment, which has transformed the lives of people born with Leber congenital amaurosis.
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  • A dupla Jean Bennett, bióloga molecular, e Albert Maguire, oftalmologista, junto com Katherine High, recebeu o Breakthrough prize in Life Sciences de US$ 3 milhões pelo desenvolvimento da terapia genética Luxturna para cegueira.
  • Luxturna é a primeira terapia genética aprovada para cegueira e foi aprovada nos Estados Unidos em 2017, ajudando pessoas com a infecção hereditária Leber congénita amaurose (LCA).
  • Em ensaio clínico, pacientes relataram melhorias profundas, incluindo ver o rosto do filho pela primeira vez e perceber detalhes como madeira e folhas ao vento.
  • O projeto, que já dura 25 anos, também levou o casal a adotar dois cães que trataram de cegueira durante o percurso.
  • O prêmio foi entregue durante uma cerimônia em Los Angeles, em meio a reconhecimentos a outras pesquisas de destaque em ciência de life sciences.

A Breakthrough Prize de Life Sciences foi concedida a Jean Bennett, Albert Maguire e Katherine High pelo desenvolvimento da terapia genética Luxturna, aprovada nos EUA em 2017. A premiação reconhece um projeto de 25 anos que visa restaurar a visão de pessoas com cegueira causada por LCA. O prêmio total é de 3 milhões de dólares.

A terapia consiste em inserir uma versão funcional do gene RPE65 nas células da retina, reativando a percepção visual. Em ensaios clínicos, pacientes relataram ver com clareza rosto de filhos, detalhes de móveis e folhas ao vento. Bennett, aposentada da Universidade da Pensilvânia, descreveu o momento como incrível.

Bennett e Maguire se conheceram durante uma dissecação de cérebro na Harvard Medical School e, na Penn, desenvolveram a abordagem para LCA. O trabalho com High mostrou que a técnica podia restaurar visão em pacientes. O casal também tratou dois cães, Venus e Mercury, que passaram a ser seus animais de estimação.

Outros destaques da noite

Outra premiação de Life Sciences foi para Swee Lay Thein e Stuart Orkin, pelo desenvolvimento de uma terapia genética para doença falciforme e beta talassemia. O estudo identificou que desativar o gene BCL11A estimula a produção de hemoglobina fetal saudável. O resultado abriu caminho para Casgevy, terapia que edita células-tronco sanguíneas.

Thein, que isolou BCL11A no King’s College London, disse que a área evolui rapidamente. Orkin destacou que terapias em desenvolvimento podem exigir abordagens menos invasivas, com foco em tratamentos dentro do organismo ou via pílulas. Ambos ressaltaram desafios e avanços na pesquisa.

Os Breakthrough prizes incluem ainda homenagens a avanços em matemática e física, como equações de evolução não lineares e estudos sobre a força que mantém o núcleo atômico. A premiação é vista como o equivalente ao Oscar da ciência.

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