- Um estudo independente afirma que a tensão de Hubble é real: o Universo local está se expandindo mais rápido do que o previsto.
- A expansão local foi medida em 73,5 km/s por megaparsec, valor informado pela equipe liderada por Stefano Casertano.
- O consenso do estudo vincula as discrepâncias às estimativas feitas a partir da radiação cósmica de fundo e ao modelo cosmológico padrão.
- Os autores sugerem que o problema está no modelo atual, não nas medições locais, o que pode exigir alterações na compreensão da energia escura ou da relatividade geral.
- O trabalho, publicado na Astronomy & Astrophysics, reúne várias observações (paralaxes, estrelas variableiras, supernovas, entre outras) para construir uma rede de distâncias no Universo local.
A tensão de Hubble parece confirmar que o Universo próximo se expande mais rápido do que o previsto pelo modelo cosmológico padrão. O estudo reúne várias observações para criar uma rede de distâncias no Universo local, com um consenso entre os dados usados. A conclusão publicada na Astronomy & Astrophysics aponta uma expansão de 73,5 km/s/Mpc.
Os pesquisadores, liderados por Stefano Casertano, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, em Baltimore, EUA, utilizaram paralaxes, binárias eclipsantes, masers, cefeidas e supernovas de tipos Ia e II para medir a velocidade de afastamento de galáxias próximas. O objetivo foi determinar distâncias e taxas de expansão com maior consistência local.
A distância local é crucial porque o valor de H0 obtido a partir dela é maior que o estimado pelo modelo cosmológico padrão, que usa a radiação cósmica de fundo. Enquanto o estudo local aponta 73,5 km/s/Mpc, as medições baseadas no fundo glow sugerem cerca de 68 km/s/Mpc, evidenciando a tensão de Hubble.
Dados e método
A equipe chamou o resultado de consenso entre várias técnicas de medição para sustentar a ideia de que não há erro nas medidas locais. O texto aponta que o problema provavelmente está no próprio modelo cosmológico global, não nas observações locais.
Implicações e próximos passos
Cientistas discutem que é preciso investigar modelos alternativos, com previsões testáveis, possivelmente envolvendo alterações na energia escura ou até na relatividade geral. O objetivo é reconciliar os dados locais com o quadro mais amplo da cosmologia, mantendo o rigor e a veracidade das medições.
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