- O uso indiscriminado de suplementos de cúrcuma em altas concentrações pode provocar lesões hepáticas, com risco de hepatite, especialmente em quem já tem doença no fígado.
- A Anvisa emitiu um alerta sobre o abuso da curcumina; outros países, como Itália, França, Alemanha, Austrália e Canadá, também sinalizam riscos do consumo excessivo.
- Além do fígado, doses elevadas de curcumina podem irritar a mucosa do trato gastrointestinal e causar náuseas, dores abdominais e diarreia; pode haver interação com anticoagulantes.
- Sinais de problemas hepáticos incluem icterícia, cansaço e perda de apetite; o quadro tende a melhorar semanas após a suspensão do suplemento, segundo especialistas.
- A recomendação é usar suplementos apenas quando houver deficiência comprovada, com orientação médica e por tempo determinado; na cozinha, a cúrcuma pode ser usada com moderção, preferindo aquecimento e combinações que favoreçam a absorção.
O uso indiscriminado de suplementos de cúrcuma em altas concentrações pode provocar danos ao fígado, segundo alertas de saúde. O risco de hepatite vem ganhando atenção de agências reguladoras de diversos países, incluindo o Brasil.
O alerta foi emitido pela Anvisa, que aponta abuso da curcumina, principal componente do tempero. Países como Itália, França, Alemanha, Austrália e Canadá já comunicaram cuidados semelhantes com suplementos à base da planta.
Fígado em foco
O fígado é o principal órgão impactado, responsável por metabolismo de medicamentos e toxinas. Hepatologista Fernando Pandullo, do Einstein, explica que doses elevadas podem causar lesões, com mecanismos ainda não totalmente compreendidos.
Lesões hepáticas podem surgir especialmente em pessoas com cirrose, esteatose, obesidade, hipertensão ou consumo excessivo de álcool. Sinais incluem icterícia, cansaço e perda de apetite, e a reversão costuma ocorrer com a suspensão do suplemento em semanas.
Outros impactos
Além do fígado, a curcumina em altas doses pode irritar a mucosa do trato gastrointestinal, provocando náuseas, dores abdominais e diarreia. Pode haver interação com anticoagulantes, exigindo cautela na utilização concomitante com outros fármacos.
Nutrólogos ressaltam que há percepção equivocada de que o “natural” é sempre seguro. Vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, podem se acumular no organismo em uso prolongado, elevando o risco de toxicidade.
Uso responsável
A suplementação deve ocorrer apenas se houver deficiência comprovada por exames, com dose adequada e por tempo determinado, sob orientação médica. Enquanto isso, a cúrcuma continua sendo utilizada na culinária para sabor e cor, com moderação.
A cúrcuma é rica em compostos fenólicos com ação anti-inflamatória, mas o consumo em excesso ou em formulações com alta biodisponibilidade pode trazer riscos. Em preparo culinário, aquecer a pimenta e outros ingredientes potencializa absorção.
Este texto utiliza como base informações da Agência Einstein, de 16 de abril de 2026, e reforça a necessidade de orientação médica para suplementação de curcumina. Fonte seguirá sem links ou dados adicionais.
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