- Formação rochosa de 137 metros de altura e 152 metros de base no Candor Chasma, sistema Valles Marineris, fotografada pela sonda Mars Global Surveyor; descoberta inicial em 2001 por Keith Laney.
- Classificada como ventifacto, rocha esculpida pela ação contínua dos ventos ao longo de bilhões de anos; taxas de desgaste entre 7,7 e 210 micrômetros por ano.
- Estrutura com três faces lisas, lembrando uma pirâmide, mas explicação natural permanece: erosão e condições do terreno do cânion.
- Debate reacendido em março de 2026 após resgate de registros por Brian Dobbins; vaticínio do presidente do Mars Institute, Pascal Lee, de que não há evidências de construção artificial.
- Análises técnicas e publicadas pela Science Alert reforçam a explicação natural; imagens HiRISE foram obtidas até 2016, evidenciando ambiente acidentado e pares de facetas consistentes com ventos locais.
O que aconteceu: uma formação rochosa de 137 metros de altura foi identificada no cânion Candor Chasma, em Marte. A estrutura tem três faces lisas, lembrando uma pirâmide, o que gerou curiosidade sobre origem artificial. A análise é baseada em imagens de missões da NASA.
Quem está envolvido: o pesquisador independente Keith Laney identificou a forma em 2001, ao revisar imagens da sonda Mars Global Surveyor. O monólito recebeu o apelido Candor Tetrahedron e foi estudado com fotos de HiRISE, no Mars Reconnaissance Orbiter, até 2016.
Quando e onde ocorreram os registros: as imagens originais foram coletadas ao longo de décadas, com revisões em 2001 e novos registros até 2016, no vasto sistema de cânions Valles Marineris, região Candor Chasma, em Marte.
A explicação natural: a comunidade científica aponta ventifacto como causa natural. Rochas são esculpidas pela ação contínua do vento, com desgaste entre 7,7 e 210 micrômetros por ano, ao longo de bilhões de anos.
Acompanhamento técnico: as fotografias mostram o objeto num terreno cheio de morros e vales. As faces mantêm a geometria independentemente da luz solar, e o entorno apresenta sinais de deslizamentos passados.
Pareidolia e interpretação: a curiosidade pública cresce pela tendência humana de reconhecer padrões familiares em ambientes hostis, fenômeno conhecido como pareidolia.
Análise recente e posicionamentos: em março de 2026, cineasta resgatou registros antigos, reavivando debates. Pascal Lee, presidente do Mars Institute, afirmou que não há evidências de construção artificial no local.
A visão da ciência: a análise de Science Alert sustenta que a pirâmide encaixa-se nas formas naturais criadas por erosão. O terreno marciano mostra variedade de modelos geométricos sem necessidade de intervenção externa.
Fontes e referências: o tema ganhou destaque com cobertura de veículos de comunicação especializados. A reportagem ressalta o papel de estudos sobre ventifactos e erosão eólica na interpretação de formações no Planeta Vermelho.
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