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Jovens brasileiros desenvolvem sistema para conter balões e evitar incêndios

Estudantes criam SafeSkies, IA que detecta balões não tripulados, estima trajeto e envia alertas para evitar incêndios e riscos à aviação

SafeSkies, inovação brasileira para detectar balões ilegais
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  • estudantes do ensino médio desenvolveram o SafeSkies, um sistema de detecção e rastreamento de balões não tripulados em áreas de risco, usando inteligência artificial.
  • o projeto começou com treinamento de modelo em mais de seis mil imagens e atingiu 94% de precisão em testes controlados.
  • o sistema acompanha automaticamente o balão detectado, calcula a posição com base em duas câmeras e cruza dados meteorológicos para estimar a trajetória, gerando alertas.
  • a iniciativa recebeu prêmio na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, conquistou credenciamento para a ISEF e será testada no Parque Estadual do Jaraguá.
  • a meta é detectar balões a até duas mil metros de distância com hardware de baixo custo, com possíveis aplicações em aves, drones e outros riscos aeronáuticos.

O SafeSkies é um sistema de detecção e rastreamento de balões não tripulados desenvolvido por estudantes do ensino médio, com a proposta de reduzir incêndios e riscos à aviação. A iniciativa usa inteligência artificial para identificar balões em áreas de risco.

O projeto foi criado por um time liderado por Leonardo Paschoal Bartoccini, de São Paulo, em parceria com Lara Megda Schusterschitz. A orientação ficou a cargo do professor Rodrigo Assirati Dias e a coorientação do professor Wayner de Souza Klën, no Colégio Dante Alighieri.

A ideia surgiu diante do alto número de soltas de balões no Brasil, que ultrapassa 100 mil por ano e envolve impactos ambientais, além de riscos para aeronaves. A prática é ilegal desde 1998, segundo autoridades aeronáuticas.

A primeira etapa consistiu no treinamento de um modelo com mais de 6 mil imagens de balões, aves e aviões. Em testes controlados, o sistema atingiu 94% de precisão na detecção.

Depois, os pesquisadores desenvolveram um mecanismo para acompanhar o objeto detectado e calcular posição no espaço a partir de duas câmeras. Dados meteorológicos em tempo real também são usados para estimar trajetórias.

O sistema gera alertas automáticos para autoridades competentes, com base na detecção e na previsão de trajetória. O objetivo é permitir resposta rápida em áreas de risco.

O SafeSkies foi premiado com o primeiro lugar em Ciências Exatas e da Terra na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, além de receber reconhecimento estadual e credenciamento para a feira internacional de ciência.

Nas próximas semanas, o protótipo será instalado no Parque Estadual do Jaraguá, em testes de campo. A ideia é comparar detecções do sistema com avistamentos feitos pela população local.

A meta é detectar balões a até 2 km de distância usando hardware de baixo custo. A tecnologia também pode ser adaptada para identificar pássaros, drones e outros riscos aeronáuticos.

A iniciativa reforça a atuação de jovens cientistas no Brasil e mostra como IA pode apoiar decisões em segurança aérea e ambiental, com solução acessível e orientada por ciência.

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