- A Salween, o maior rio livre da Ásia, apresenta contaminação por arsênio associada a minas na Myanmar, próximo à fronteira com a Tailândia.
- Testes independentes realizados em 2025 encontraram arsênio cinco vezes acima do limite de segurança da Organização Mundial da Saúde, em rios próximos ao Salween, vinculados à mineração não regulamentada.
- Em novembro de 2025, o Escritório de Controle de Poluição da Tailândia realizou novos amostragens e informou níveis acima do permitido em pontos de monitoramento ao longo do Salween, enquanto autoridades disputavam a explicação entre resultados de diferentes fontes.
- Muitas comunidades ribeirinhas, que dependem do Salween para pesca, água potável e irrigação, foram orientadas a evitar peixe e água contaminados, mas a informação chega de forma desigual e pouco ações concretas são vistas no terreno.
- A Tailândia e Myanmar discutem a questão, com autoridades tailandesas buscando fontes de água alternativas e cooperação para identificar a origem da contaminação, enquanto as comunidades locais lutam para manter a sobrevivência diante do risco ambiental.
Mae Hong Son, Thailand — A Salween, a mais longa rio livre d’água da Ásia, foi confirmada com contaminação por arsênio em testes independentes, ligado a mineração não regulamentada no Myanmar. Autoridades thai apontam risco à saúde, com ações em andamento.
Pesquisadores do Chiang Mai University detectaram arsênio acima do aceitável em rios vizinhos em Chiang Mai e Chiang Rai, associando o problema à mineração no Myanmar. O foco são minerais raros usados em tecnologia e energias renováveis.
A Salween serve de fronteira entre Tailândia e Myanmar; no entanto, comunidades ribeirinhas relatam impactos diretos. Em Thai side, pescadores relatam mudanças na pesca e alimentação, enquanto autoridades avaliam medidas de mitigação.
Fontes da contaminação apontam para minas no norte do Myanmar, onde várias facções controlam territórios e operam com técnicas como perfuração in situ para extração de minerais raros. O mapeamento indica 127 minas suspeitas no leito do rio entre 2016 e 2026.
Em Tha Ta Feng, Karen, moradores passaram a evitar água do rio e peixe contaminado após o anúncio da contaminação. Muitos ainda dependem do Salween para irrigação e consumo, diante de opções econômicas limitadas.
O Ministério tailandês de Recursos Naturais informou que testes em novembro mostraram níveis de arsênio acima do limite apenas em pontos isolados, mas novos levantamentos em janeiro indicaram resíduos em sedimentos acima da segurança. Autoridades buscam fontes e alternativas hídricas.
Na Myanmar, a ausência de comunicação é notável entre comunidades Karen, com relatos de pouco ou nenhum esforço oficial para informar ou apoiar os moradores. Grupos locais apontam necessidade de ações rápidas para proteger saúde e meios de subsistência.
Especialistas alertam que a situação pode piorar se não houver cooperação transfronteiriça e fiscalização de minas. A demanda global por minerais críticos aumenta o risco de novos impactos ambientais se não forem implementadas salvaguardas.
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