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Petrobras investe R$ 2,2 bilhões em monitoramento sísmico global

Petrobras investe cerca de R$ 2,2 bilhões em monitoramento sísmico global, com dados a partir do segundo trimestre de 2026, para otimizar a produção nos campos Mero

Arte ilustra como funciona o projeto de monitoramento sísmico da Petrobrás
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  • Petrobras e parceiros do Consórcio de Libra investirão cerca de US$ 450 milhões (R$ 2,2 bilhões) em monitoramento sísmico mundial, descrito como o projeto mais extenso do tipo já feito.
  • A tecnologia permite “ultrassom” do subsolo marinho para identificar estruturas geológicas e movimentos de fluidos como óleo, gás e água.
  • O sistema monitorará as atividades de produção nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2), com os primeiros dados previstos para o segundo trimestre de 2026.
  • A primeira fase já foi concluída: instalação de mais de 460 quilômetros de cabos com sensores ópticos, cobrindo 222 quilômetros quadrados; a segunda fase prevê 316 quilômetros adicionais de cabos sismográficos, abrangendo 140 quilômetros quadrados, e deve terminar no próximo ano.
  • O projeto envolve parceria com a UFRJ, usando IA para capturar informações na área de Mero, contribuindo para pesquisa científica, segurança operacional e aumento da recuperação de petróleo.

A Petrobras, em parceria com o Consórcio de Libra, investirá cerca de US$ 450 milhões (R$ 2,2 bilhões) em um projeto mundial de monitoramento sísmico. A tecnologia faz um ultrassom do subsolo marinho para identificar estruturas e movimentações de fluidos.

O sistema monitorará a produção de petróleo e gás nos FPSOs Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2). Os primeiros dados devem chegar no segundo trimestre de 2026, segundo a Petrobras.

O projeto busca melhorar o entendimento da dinâmica dos reservatórios, permitindo gestão mais eficiente e recuperação de óleo. O objetivo é reduzir impactos ambientais e aumentar a recuperação sem elevar emissões relevantes.

Campo de Mero

O monitoramento envolve infraestrutura submarina com rede de sensores e instrumentos ópticos. Mero é um dos maiores produtores do Brasil e está em expansão, segundo a Petrobras.

Em janeiro de 2026, a produção média de Mero ultrapassou 680 mil barris por dia, segundo a estatal. A plataforma é parte do campo no Bloco de Libra, operado com a Shell, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e PPSA.

Avanços do projeto e parcerias

A 1ª fase, concluída em março, instalou mais de 460 km de cabos com sensores, cobrindo 222 km². A 2ª fase prevê 316 km adicionais de cabos sismográficos para Mero 3 e Mero 4, com conclusão prevista para o próximo ano.

Os dados serão recebidos por computadores a bordo das plataformas e, posteriormente, transmitidos por fibra óptica à sede da Petrobras. A parceria com a UFRJ envolve uso de IA para acompanhar a área de Mero.

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