- O Breakthrough Prize em Ciências da Vida de 2026 premiou a equipe por desenvolver o Luxturna, terapia genética que restaurou parte da visão em pacientes com cegueira hereditária.
- A pesquisa levou aproximadamente vinte e cinco anos, com Jean Bennett e Albert Maguire trabalhando desde os estudos iniciais até os testes clínicos.
- A terapia entrega uma cópia funcional do gene RPE65 às células da retina, corrigindo defeito que causa amaurose congênita de Leber.
- A FDA aprovou o Luxturna em dezembro de 2017, consolidando a terapia gênica como marco na medicina de precisão.
- A cerimônia distribuiu seis prêmios principais de US$ 3 milhões cada, destacando, também, debates sobre financiamento científico e políticas de pesquisa nos Estados Unidos.
A equipe responsável pela terapia genética que devolveu parte da visão a pacientes com cegueira hereditária foi premiada no Breakthrough Prize em Ciências da Vida 2026, realizado neste sábado, 18. O reconhecimento destaca 25 anos de pesquisa que culminaram na terapia Luxturna.
A honraria foi concedida a Jean Bennett, Albert Maguire e Katherine High pelo uso de terapia gênica no tratamento da condição. O estudo transformou o manejo da doença, oferecendo melhoria na qualidade de vida de pacientes jovens.
A doença decorre de mutações em duas cópias do gene RPE65, essencial para o funcionamento da retina. As alterações causam amaurose congênita de Leber, que compromete a visão desde a infância.
O que é Luxturna
A técnica entrega uma cópia funcional do gene RPE65 às células da retina, buscando restabelecer uma proteína crucial para o ciclo visual. A FDA descreve a terapia como baseada em vetor viral adenoassociado.
A aprovação regulatória nos EUA ocorreu em dezembro de 2017, marcando um marco para a medicina de precisão e para o campo das terapias gênicas, ao demonstrar eficácia em um tratamento antes visto como experimental.
O Breakthrough Prize distribuiu seis prêmios principais, cada um no valor de US$ 3 milhões. Fundadores da premiação costumam compará-la ao Oscar da ciência, pela relevância dentro da pesquisa tecnológica.
Bennett afirmou, em entrevista ao jornal britânico, que o momento é empolgante para a ciência, mas alertou sobre ataques à pesquisa e ao enfraquecimento de agências públicas, que podem gerar impactos duradouros.
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