- Pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, desenvolveram um estudo com 840 participantes para entender como conteúdos de comida nas redes afetam o comportamento alimentar.
- Em fases com vídeos de sobremesas calóricas, pessoas em dieta passaram mais tempo olhando as opções mais gordas, o que parecia aumentar a tentação.
- Quando testaram com comidas reais, como chocolate, quem estava em dieta consumiu menos do que o grupo não controlava a alimentação.
- O estudo propõe o conceito de “saciedade intermodal”: o cérebro pode satisfazer parcialmente o desejo de comer por meio da experiência visual, reduzindo a urgência de comer.
- Os pesquisadores ressaltam que vídeos de comida podem ser uma ferramenta de autorregulação, mas não substituem hábitos saudáveis; não são gatilho absoluto nem solução milagrosa.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, examinou como o conteúdo alimentar nas redes sociais pode influenciar hábitos alimentares. Os resultados indicam que assistir a vídeos de comidas calóricas pode diminuir o desejo de consumi-las entre pessoas que tentam controlar a dieta.
No estudo, 840 participantes passaram por etapas com testes online e experimentos em ambiente controlado. Em uma fase, assistiram a vídeos de sobremesas com diferentes níveis de calorias; os que estavam em dieta assistiam mais às opções mais calóricas. Ainda assim, consumiram menos chocolate quando tiveram acesso a comida real.
Outro experimento teve vídeos de pizza, hambúrguer e batata frita. Mesmo com maior interesse visual entre os em dieta, não houve aumento no consumo real. Os pesquisadores chamam esse efeito de saciedade intermodal, com o cérebro confundindo satisfação parcial pela visão.
A explicação envolve a ideia de que a saciedade pode ocorrer pela via visual. Parte do desejo pode ser satisfeita ao observar o alimento, diminuindo a urgência de comê-lo de fato, segundo os autores.
Essa abordagem é apresentada como uma ferramenta de autorregulação para quem está tentando reduzir a ingestão calórica. Os pesquisadores ressaltam que o conteúdo online não substitui hábitos saudáveis, mas pode ajudar a evitar excessos.
Os autores destacam que vídeos de comida nem sempre funcionam como gatilho. Em alguns cenários, eles podem reduzir o impulso de comer, quando há intenção consciente de controle alimentar, reforçando o papel do conteúdo visual como recurso adicional.
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