- Governo do Reino Unido vai investir 1 milhão de libras para reintroduzir a águia-real na Inglaterra, com base em estudo da Forestry England que aponta viabilidade.
- A águia-real, que pode chegar a dois metros de envergadura, foi praticamente exterminada na Inglaterra na era vitoriana; a última morreu em 2016 no Lake District.
- Já houve reintrodução bem-sucedida no sul da Escócia, e dados de rastreamento mostram que algumas aves já cruzaram para a Inglaterra; oito zonas de recuperação foram identificadas, principalmente no norte.
- A expectativa é soltar jovens de seis a oito semanas na natureza em 2027; aves escocesas podem aparecer em todo o norte da Inglaterra em até dez anos, mas a reprodução na Inglaterra levará mais tempo.
- Produtores de ovelhas expressam preocupações sobre riscos aos rebanhos; especialistas ressaltam que a águia-real é predadora de topo e pode contribuir para o equilíbrio do ecossistema.
A águia-real pode retornar à Inglaterra após 150 anos. O governo britânico destinou 1 milhão de libras para a reintrodução da espécie Aquila chrysaetos no território inglês, após estudo da Forestry England apontar viabilidade do projeto. A águia já foi reintroduzida com sucesso na Escócia.
Segundo o comunicado do governo, as águias-reais foram amplamente difundidas na Inglaterra até a era vitoriana, quando foram quase exterminadas. Nos últimos anos, apenas alguns casais foram observados no país e a última águia morreu em 2016, no Lake District.
A Forestry England aponta oito áreas potenciais de recuperação, a maioria no norte da Inglaterra. A expectativa é soltar jovens com seis a oito semanas de idade na natureza em 2027, conforme o estudo citado.
Dados de rastreamento por satélite mostram que algumas aves já cruzaram a fronteira entre a Escócia e a Inglaterra. A estratégia visa possibilitar o retorno definitivo da espécie ao país, com observação de que, em até 10 anos, aves escocesas podem ser vistas em todo o norte da Inglaterra.
A iniciativa é compartilhada com entidades locais, como a Restoring Upland Nature, que envolve a participação de produtores de ovelhas. A prioridade é manter um equilíbrio entre conservação e atividades humanas, assegurando a convivência com a população rural.
A águia-real é a segunda maior ave de rapina da Grã-Bretanha, com envergadura que pode chegar a dois metros. Especialistas destacam seu papel no equilíbrio do ecossistema, atuando como predadora no topo da cadeia alimentar.
Ainda assim, há preocupações entre produtores rurais sobre o impacto da espécie nos rebanhos, conforme manchetes e discussões recentes sobre o tema. O governo enfatiza a importância de ouvir comunidades locais e trabalhar em parceria para o sucesso da recuperação.
A diretora-executiva Cat Barlow, da organização envolvida no projeto, reforça o foco na cooperação entre natureza e pessoas que atuam nas regiões de recuperação, para que a experiência de ver águias-reais em voo seja novamente comum no Reino Unido.
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