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Águia pode retornar à Inglaterra após 150 anos

Governo britânico investe 1 milhão de libras na reintrodução da águia-real na Inglaterra, com soltura de jovens em 2027 e recuperação da espécie anunciada

Águia-real — Foto: Richard Bartz, Munich aka Makro Freak via Wikimedia Commons
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  • Governo do Reino Unido vai investir 1 milhão de libras para reintroduzir a águia-real na Inglaterra, com base em estudo da Forestry England que aponta viabilidade.
  • A águia-real, que pode chegar a dois metros de envergadura, foi praticamente exterminada na Inglaterra na era vitoriana; a última morreu em 2016 no Lake District.
  • Já houve reintrodução bem-sucedida no sul da Escócia, e dados de rastreamento mostram que algumas aves já cruzaram para a Inglaterra; oito zonas de recuperação foram identificadas, principalmente no norte.
  • A expectativa é soltar jovens de seis a oito semanas na natureza em 2027; aves escocesas podem aparecer em todo o norte da Inglaterra em até dez anos, mas a reprodução na Inglaterra levará mais tempo.
  • Produtores de ovelhas expressam preocupações sobre riscos aos rebanhos; especialistas ressaltam que a águia-real é predadora de topo e pode contribuir para o equilíbrio do ecossistema.

A águia-real pode retornar à Inglaterra após 150 anos. O governo britânico destinou 1 milhão de libras para a reintrodução da espécie Aquila chrysaetos no território inglês, após estudo da Forestry England apontar viabilidade do projeto. A águia já foi reintroduzida com sucesso na Escócia.

Segundo o comunicado do governo, as águias-reais foram amplamente difundidas na Inglaterra até a era vitoriana, quando foram quase exterminadas. Nos últimos anos, apenas alguns casais foram observados no país e a última águia morreu em 2016, no Lake District.

A Forestry England aponta oito áreas potenciais de recuperação, a maioria no norte da Inglaterra. A expectativa é soltar jovens com seis a oito semanas de idade na natureza em 2027, conforme o estudo citado.

Dados de rastreamento por satélite mostram que algumas aves já cruzaram a fronteira entre a Escócia e a Inglaterra. A estratégia visa possibilitar o retorno definitivo da espécie ao país, com observação de que, em até 10 anos, aves escocesas podem ser vistas em todo o norte da Inglaterra.

A iniciativa é compartilhada com entidades locais, como a Restoring Upland Nature, que envolve a participação de produtores de ovelhas. A prioridade é manter um equilíbrio entre conservação e atividades humanas, assegurando a convivência com a população rural.

A águia-real é a segunda maior ave de rapina da Grã-Bretanha, com envergadura que pode chegar a dois metros. Especialistas destacam seu papel no equilíbrio do ecossistema, atuando como predadora no topo da cadeia alimentar.

Ainda assim, há preocupações entre produtores rurais sobre o impacto da espécie nos rebanhos, conforme manchetes e discussões recentes sobre o tema. O governo enfatiza a importância de ouvir comunidades locais e trabalhar em parceria para o sucesso da recuperação.

A diretora-executiva Cat Barlow, da organização envolvida no projeto, reforça o foco na cooperação entre natureza e pessoas que atuam nas regiões de recuperação, para que a experiência de ver águias-reais em voo seja novamente comum no Reino Unido.

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