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América Latina avança da escassez para produção regional de vacinas

Produção regional de vacinas avança: participação dos Fundos Rotatórios Regionais sobe de 1,5% para 23% em 2025, mirando acima de 40%

pri-2004-OPNI - (crédito: maurenilson)
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  • A produção regional de vacinas avança com os Fundos Rotatórios Regionais da Opas, que passaram de 1,5% das compras em 2020 para 23% em 2025, com meta acima de 40%.
  • Produzir na região oferece previsibilidade, prazos de entrega mais curtos, menor vulnerabilidade a interrupções globais e resposta rápida a emergências.
  • O primeiro marco é a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (PCV-20), com acordo entre Fundos, Pfizer e Sinergium Biotech, tornando a tecnologia disponível para a região.
  • Em influenza, a participação de produtores regionais nas compras deverá subir de 10% em 2025 para 65% em 2026, com protagonismo de Sinergium e do Instituto Butantan.
  • Em 2025, os Fundos Rotatórios entregaram 234 milhões de doses e insumos, beneficiando 85 milhões de pessoas, com redução de preços de vacinas e maiores acessos a medicamentos de alto custo.

A produção regional de vacinas na América Latina avança como resposta à dependência externa e aos impactos da pandemia. O objetivo é ganhar previsibilidade, reduzir prazos de entrega e fortalecer a capacidade de resposta rápida a emergências sanitárias, sem abrir mão da cooperação entre países.

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apontam que, antes de 2020, apenas 1,5% das compras feitas pelos Fundos Rotatórios Regionais (FRR) vinham de fornecedores da região. Em 2025, esse indicativo chegou a 23%, com metas para superar 40%.

A estratégia envolve ampliar capacidades regionais de produção, apoiar transferência de tecnologia e incentivar mercados locais. A ideia é resolver problemas de abastecimento, reduzir custos e tornar os sistemas de saúde mais autossuficientes, mantendo integração com o fornecimento global.

O papel dos Fundos Rotatórios Regionais e da inovação

Os FRR reúnem demanda de 33 países e nove territórios, proporcionando previsibilidade aos produtores. Além disso, favorecem a transferência tecnológica e reduzem custos, ampliando o acesso a vacinas e insumos. A participação regional fortalece cadeias produtivas e empregos qualificados.

Um marco recente é a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (PCV-20). Um acordo entre os FRR, Pfizer e a Sinergium Biotech, da Argentina, torna a tecnologia disponível na região, acelerando o acesso para países de renda média.

Em influenza, a região já vê avanços: em 2025, cerca de 10% das compras pelos FRR foram de produtores regionais; para 2026, a projeção é de 65%, com participação central da Sinergium e do Instituto Butantan (Brasil).

Ecossistema regulatório e atuação da Opas

A expansão depende de autoridades regulatórias robustas, políticas industriais estáveis e talento qualificado. Incentivos consistentes ajudam a atrair investimentos e assegurar qualidade. A Plataforma Regional de Inovação e Produção da Opas atua para desenvolver pesquisa aplicada, tecnologia e parcerias entre governos, setor privado e academia.

Caso concreto é o apoio a RNA mensageiro. A plataforma ajudou a Bio-Manguinhos (Brasil) a estruturar sua unidade e facilitar a transferência de tecnologia para a Sinergium, ampliando aplicações para leishmaniose e futuras pandemias.

Resultados e impactos futuros

Em 2025, os FRR entregaram 234 milhões de doses de vacinas e insumos, beneficiando 85 milhões de pessoas. Mesmo com foco inicial em vacinas, o modelo já demonstra potencial para diagnósticos, medicamentos estratégicos e dispositivos médicos.

A adoção dessa trajetória não busca isolamento, mas maior integração para benefícios compartilhados. O período atual é visto como oportunidade para consolidar a América Latina como polo produtivo de classe mundial e fortalecer a segurança sanitária regional.

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