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China transforma luta contra desertificação de condado em atração turística

Minqin transforma luta contra desertificação em turismo ecológico, com voluntários plantando árvores para proteger o oásis diante de dois desertos.

Na imagem, voluntários que plantam árvores para preservar oásis de Minqin
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  • O condado de Minqin, em Gansu, enfrenta desertificação e abriga um oásis que atua como barreira contra dois desertos, Tengger e Badain Jaran.
  • Em 2004, estimou-se que a água subterrânea do oásis poderia desaparecer em 17 anos se os desertos avançassem; voluntários começaram a plantar árvores para impedir isso.
  • Após vinte e dois anos, a vegetação aumentou e a economia local progrediu, com a região ganhando também status de turismo ecológico.
  • Visitantes internacionais e voluntários podem reservar plantios por meio de organizações locais ou plataformas de turismo cultural; a taxa costuma ficar entre 50 e 100 yuans por pessoa, incluindo mudas e ferramentas.
  • O governo chinês apoia o projeto, que faz parte de um programa nacional de reflorestamento há mais de quatro décadas; a FAO aponta que a China foi o país que mais contribuiu para o reflorestamento global na última década.

O condado de Minqin, em Gansu, no norte da China, luta há décadas contra a desertificação. Oásis fértil entre dois desertos, Tengger e Badain Jaran, atua como barreira natural para a expansão das areias.

Em 2004, estimou-se que a água subterrânea de Minqin sumiria em 17 anos se nada fosse feito. Voluntários iniciaram, naquele ano, um movimento para plantar árvores e frear o avanço das dunas.

Após 22 anos, a cobertura vegetal aumentou e a economia local ganhou impulso por meio da agricultura e do turismo ecológico. A região passou a receber visitantes interessados na conservação.

O turismo ligado ao plantio de árvores se tornou parte da atração. Organizações locais e plataformas de turismo oferecem informações e pacotes para quem pretende participar das atividades de reflorestamento.

É possível reservar espaços para o plantio com antecedência por meio de organizações sociais de apoio ao controle do deserto ou de turismo cultural. O valor varia, incluindo mudas, ferramentas e insumos.

Algumas atividades pedem uma pequena taxa por pessoa, calculada entre 50 e 100 yuans. O preço contempla mudas, pás e baldes, além de orientações básicas durante o plantio.

O governo chinês apoia o projeto, que ganhou corpo a partir da mobilização de voluntários. O país mantém há mais de 48 anos um programa nacional de reflorestamento e combate à desertificação.

Segundo a FAO, a China foi o país que mais contribuiu para o reflorestamento global nos últimos 10 anos. O reconhecimento reforça o papel do país em iniciativas ambientais de grande escala.

Minqin passou a figurar como exemplo de conservação e de turismo sustentável, sustentando a população local sem abrir mão da proteção ambiental. A prioridade continua sendo o equilíbrio entre natureza e economia.

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