- Estudo liderado pela Universidade de Leeds, publicado na Nature Ecology and Evolution, mostra que licófitas usaram fotossíntese CAM para sobreviver à Grande Morte, o maior evento de extinção da história da Terra.
- Entre o fim do período Permiano e o início do Triássico, cerca de noventa por cento das espécies desapareceu devido ao aquecimento extremo; as licófitas substituíram as florestas dominadas por coníferas.
- A fotossíntese CAM permite abrir os estômatos à noite, armazenar CO₂ como ácido málico e usá-lo durante o dia, reservando água e sobrevivendo a altas temperaturas.
- Análises de isótopos de carbono em fósseis indicam que as licófitas viveram em áreas com temperatura de superfície acima de cinquenta graus Celsius.
- O estudo sugere que, em aquecimento futuro, plantas com CAM podem ganhar importância, adaptando-se a calor extremo e estresse hídrico; hoje, esse mecanismo ainda está presente em cerca de sete por cento das plantas.
Durante o fim do Permiano e o início do Triássico, plantas licófitas usaram uma fotossíntese CAM para sobreviver à Grande Morte, o maior evento de extinção da Terra. Pesquisadores da Universidade de Leeds publicaram o estudo na Nature Ecology and Evolution.
A CAM permite abrir estômatos à noite, armazenar CO2 como ácido málico e usar o gás durante o dia. Com isso, as licófitas conservaram água e resistiram a temperaturas extremas durante o aquecimento global da época.
Os cientistas sugerem que as licófitas foram possivelmente as primeiras a adotar esse metabolismo. A descoberta mostra como a biologia vegetal respondeu à crise climática do passado, ajustando a relação água e carbono.
Implicações para o futuro
Estudos indicam que plantas com CAM podem ganhar relevância em cenários de calor intenso e estresse hídrico. A pesquisa analisa ligações filogenéticas com Isoete e o uso de isótopos de carbono em fósseis para entender esse passado.
Entre na conversa da comunidade