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Endometriose: 6 sinais comuns que costumam ser ignorados

Seis sinais comuns da endometriose costumam ser normalizados, atrasando diagnóstico e comprometendo fertilidade e qualidade de vida

A desinformação sobre a condição contribui para que muitas mulheres demorem a buscar ajuda especializada
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  • A endometriose afeta cerca de 190 milhões de mulheres no mundo; no Brasil, estima-se que uma em cada dez conviva com a doença.
  • Os seis sinais comuns que costumam ser normalizados são: cólicas incapacitantes, fluxo menstrual muito intenso, dor na relação sexual, alterações intestinais ou urinárias durante o período menstrual, cansaço excessivo e dificuldade para engravidar.
  • A desinformação leva a atrasos no diagnóstico, que pode levar de sete a dez anos para ser confirmado, comprometendo órgãos vitais.
  • O diagnóstico precoce ajuda a preservar o bem-estar e a reserva ovariana, reduzindo impactos na fertilidade e orientando o tratamento adequado.
  • O tratamento é multidisciplinar e pode incluir mudanças no estilo de vida, como dieta anti-inflamatória, e cirurgias minimamente invasivas para retirar os focos da doença.

Dor, cansaço e desconforto durante o ciclo podem indicar endometriose, afirmações de especialistas. Estima-se que a doença afete cerca de 190 milhões de mulheres no mundo, segundo a OMS. No Brasil, a incidência é de aproximadamente 10% entre as mulheres em idade fértil.

O atraso no diagnóstico é um desafio. Sintomas costumam ser confundidos com mal-estar do período, levando entre sete e 10 anos para a confirmação. A demora pode permitir a evolução da doença e danos a órgãos.

Principais sinais da endometriose

Entre os sinais que costumam ser normalizados, destacam-se:

  • Cólicas incapacitantes que dificultam atividades diárias e não respondem a analgésicos comuns.
  • Fluxo menstrual muito intenso, com trocas de absorventes a cada duas horas ou presença de grandes coágulos.
  • Dor durante ou após relação sexual, decorrente de inflamação na pelve.
  • Alterações intestinais ou urinárias durante o período menstrual, como dor ao evacuar, diarreia ou desconforto ao urinar.
  • Cansaço excessivo que persiste mesmo com repouso.
  • Dificuldade para engravidar, já que a endometriose é uma das causas relevantes de infertilidade.

Atenção aos sinais: o diagnóstico precoce é apontado como a melhor ferramenta para preservar a saúde e a reserva ovariana. A Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) aponta que parte das pacientes enfrenta infertilidade, reforçando a importância de investigação quando houver alterações no ciclo.

Tratamento é multidisciplinar e varia conforme o estágio. Mudanças no estilo de vida, dieta anti-inflamatória e, em alguns casos, cirurgias minimamente invasivas podem devolver a funcionalidade dos órgãos afetados, segundo o médico especialista.

Por fim, a recomendação é clara: quando o ciclo traz mais limitações que o habitual, buscar avaliação especializada e não tratar a dor como rotina. A notícia é baseada em diretrizes médicas e avaliações de profissionais da área.

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