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Estudo aponta rápida recuperação da vida após extinção dos dinossauros

Nova cronologia mostra surgimento rápido de foraminíferos após o impacto de Chicxulub; Parvularugoglobigerina eugubina surge entre 3.500 e 11 mil anos, revelando recuperação precoce da vida

Vida voltou rápido após asteroide que extinguiu os dinossauros (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT)
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O impacto do asteroide há cerca de 66 milhões de anos provocou extinção em massa, eliminando cerca de 75% das espécies e mudanças climáticas globais.

Nova pesquisa publicada na Geology aponta que a recuperação biológica começou muito mais rápido do que se pensava, com surgimento de novas espécies microscópicas em poucos milhares de anos.

Para refinar a cronologia, os cientistas usaram o isótopo hélio-3 e analisaram sedimentos de seis regiões, incluindo Europa, Norte da África e Golfo do México.

Foi identificado o foraminífero Parvularugoglobigerina eugubina, indicativo de início de recuperação dos ecossistemas marinhos, aparecendo entre 3.500 e 11 mil anos após o impacto, conforme a região.

Entre 6.000 anos, estima-se que entre 10 e 20 novas espécies de foraminíferos tenham surgido, sugerindo uma rápida diversificação após a extinção em massa.

O impacto do asteroide que extinguiu os dinossauros não aviários, há cerca de 66 milhões de anos, provocou incêndios globais, mudanças climáticas e uma extinção em massa que eliminou cerca de 75% das espécies. Novas evidências indicam que a recuperação biológica começou mais cedo do que se imaginava.

Um estudo publicado na revista Geology, liderado por Christopher M. Lowery e colegas, aponta que novas espécies microscópicas surgiram poucos milhares de anos após o impacto de Chicxulub. Em alguns casos, sinais de diversificação evolutiva aparecem em menos de 2.000 anos.

Entre os principais achados estão o surgimento precoce de novas espécies de plâncton marinho e a reorganização inicial das cadeias alimentares oceânicas. Há evidências de evolução acelerada logo após a extinção em massa.

Nova cronologia através de isótopos

Para ajustar a linha do tempo, os pesquisadores usaram o isótopo Hélio-3, depositado lentamente nos sedimentos marinhos. A técnica permitiu estimar com maior precisão o tempo decorrido na formação das camadas geológicas.

Analisaram sedimentos de seis regiões diferentes, incluindo Europa, Norte da África e Golfo do México. A pesquisa identificou o foraminífero Parvularugoglobigerina eugubina como marcador de início de recuperação marinha.

Recuperação rápida, mas gradual

A análise indica que Parvularugoglobigerina eugubina emergiu entre 3.500 e 11 mil anos após o impacto, variando por região. Em duplicidade, outros plânctons aparecem ainda mais cedo, sugerindo diversificação rápida.

Estimativas apontam que entre 10 e 20 novas espécies de foraminíferos teriam surgido em cerca de 6.000 anos. A recuperação total da biodiversidade ocorreu ao longo de milhões de anos, com sinais iniciais quase imediatos.

Esses dados reforçam a ideia de que a vida na Terra é extremamente resiliente, capaz de se adaptar e evoluir mesmo após eventos catastróficos.

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