Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo japonês testa terapia celular com avanços no tratamento do Parkinson

Pesquisa japonesa com terapia celular para Parkinson registra aumento de dopamina e melhoria motora em sete pacientes, dois anos após transplante

Pesquisa no Japão usa terapia celular e apresenta resultados inéditos no tratamento do Parkinson
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo japonês, conduzido pela Universidade de Kyoto, usa terapia celular inspirada na reprogramação de células de Shinya Yamanaka para gerar neurônios produtores de dopamina.
  • Em sete pacientes entre cinquenta e setenta anos, houve aumento na produção de dopamina em áreas do cérebro afetadas pelo Parkinson, dois anos após o transplante.
  • O procedimento é feito no putâmen, com milhões de células dopaminérgicas implantadas de forma minimamente invasiva para compensar a perda neuronal.
  • Os resultados mostram, em média, cerca de vinte por cento de melhoria nos sintomas motores, com picos de cinquenta por cento em alguns casos ao longo de dois anos.
  • A terapia é indicada para pessoas com mais de cinco anos de doença que não respondem bem aos medicamentos; os pesquisadores planejam ampliar o grupo para trinta e cinco participantes antes de buscar aprovação oficial.

A pesquisa realizada no Japão avança um passo importante no tratamento do Parkinson. Em um estudo conduzido pela Universidade de Kyoto, trabalhadores da área de medicina regenerativa aplicaram terapia celular em pacientes voluntários. O objetivo é restaurar a produção de dopamina em regiões afetadas pela doença. O transplante ocorreu em um período recente, com acompanhamento de dois anos.

Dois anos após a intervenção, exames de imagem indicaram aumento significativo da dopamina nas áreas-alvo do cérebro. O estudo envolveu sete pacientes com idade entre 50 e 70 anos, que passaram por implante de células dopaminérgicas em uma região profunda chamada putâmen. O objetivo é que essas células funcionem como fonte contínua de dopamina.

A base teórica vem de Shinya Yamanaka, Nobel de Medicina em 2012, que mostrou que células adultas podem ser reprogramadas para um estado similar a células-tronco embrionárias. A partir disso, células podem ser direcionadas a virar neurônios produtores de dopamina, essenciais para o controle motor.

Detalhes do transplante

Segundo Jun Takahashi, pesquisador à frente do estudo, o processo envolve a coleta de sangue de doadores, transformação em neurônios produtores de dopamina e implantação de cerca de dez milhões de células. O transplante é minimamente invasivo e visa compensar a perda de neurônios dopaminérgicos.

Resultados clínicos e próximos passos

Os resultados clínicos mostram, em média, uma melhora de aproximadamente 20% nos sintomas motores, com picos de 50% em alguns casos ao longo de dois anos. A avaliação ressalta a viabilidade clínica da terapia com células-tronco para Parkinson, ainda em fases iniciais.

A terapia está indicada para pacientes com mais de cinco anos de doença que não respondem bem aos tratamentos farmacológicos atuais. A equipe pretende ampliar o grupo para 35 participantes e acompanhar efeitos a longo prazo antes de buscar aprovação regulatória. Ainda não há expectativa de cura imediata, mas o estudo representa avanço relevante no tema.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais