- Pesquisadores publicaram na revista Nature um estudo que nega a ideia de estagnação da evolução humana, indicando que a agricultura a acelerou.
- O método AGES foi usado para analisar 16 mil genomas antigos da Eurásia Ocidental e mapear sinais da seleção natural ao longo de milênios.
- Foram identificadas 479 variantes genéticas que sofreram pressão seletiva significativa.
- A pesquisa associa as mudanças a mudanças na dieta, na exposição à luz solar e nas dinâmicas sociais, ligadas à transição de nomadismo para cultivo.
- O estudo enfatiza que a agricultura moldou a evolução biológica humana, acelerando adaptações importantes.
O estudo publicado na Nature desmonta a ideia de que a seleção natural tenha cessado entre os humanos. A pesquisa mostra que a evolução continua e que a invenção da agricultura pode ter acelerado esse processo.
Os cientistas defendem que, ao combinar dados genéticos com novas técnicas, foi possível rastrear sinais de seleção ao longo de milênios. A conclusão é de que a evolução não parou, mas se intensificou com mudanças de estilo de vida.
Para chegar lá, a equipe utilizou o método AGES, analisando 16 mil genomas antigos da Eurásia Ocidental. O levantamento identificou 479 variantes sob forte pressão seletiva, ligadas aos avanços que moldaram a humanidade.
Esses resultados indicam que modificações genéticas ocorreram conforme populações abandonaram o nomadismo, passaram a cultivar a terra e domesticaram animais. Tais mudanças afetaram dieta, exposição à luz solar e organização social.
Como foi feito
O AGES integra dados de genomas antigos com modelos estatísticos para inferir seleção natural ao longo de milhares de anos. O estudo combinou amostras de diferentes regiões da Eurásia Ocidental e períodos históricos.
A abordagem permitiu identificar variantes sob pressão em momentos-chave, associadas a adaptações alimentares, metabólicas e comportamentais. Os pesquisadores destacam a vantagem de observar a evolução em escala temporal extensa.
Exemplos
Entre os achados, destacam-se mudanças ligadas à transição para a agricultura e à vida estável em regiões com menor mobilidade. Essas adaptações teriam influenciado como nossos antepassados processavam nutrientes e interações sociais.
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