- Após cinco anos tentando reduzir UPFs, a família passou a comprar mais no mercado de produtores e a cozinhar do zero, elevando o gasto semanal com alimentação.
- Mudanças incluíram caldo de frango caseiro, iogurte feito em casa e molhos caseiros; não compram mais pizza congelada nem stock de frango de origem industrial desde 2023.
- O custo total com alimentação aumentou, com mais gastos em frutas, verduras, farinha, açúcar, leite, ovos e carne, mesmo reduzindo itens ultraprocessados.
- O tempo dedicado à compra e ao preparo de refeições aumentou consideravelmente; isso é um desafio para quem tem menos tempo ou menos acesso a alimentos integrais de qualidade.
- A autora ressalta que a redução de UPFs visa melhorar a saúde e a justiça alimentar, defendendo mudanças estruturais e políticas para facilitar o acesso a alimentos melhores.
Durante cinco anos, uma família decidiu reduzir o consumo de ultra-processados (UPFs) e adotou uma alimentação mais caseira. A mudança ocorreu em meio a rotina de compras, cozinhar em casa e escolhendo ingredientes em mercados locais.
A mudança envolveu o núcleo familiar, com dois filhos. As ações resultaram em uma transformação do cardápio, com foco em preparos artesanais, leiteira de iogurte caseiro, caldo de frango e sobremesas feitas em casa, reduzindo itens processados.
A decisão começou em 2021 e segue até hoje, buscando ingredientes mais naturais e fontes de proteína de origem animal controlada. O objetivo central é diminuir a exposição a UPFs e fortalecer hábitos alimentares mais saudáveis.
Custos financeiros e operacionais
Os gastos com alimentação passaram a incluir mais frutas, verduras, farinha, açúcar, leite, ovos e carne de origem humana, o que elevou o orçamento semanal. Em números, há aumento de gastos com itens de padaria, laticínios orgânicos e carnes.
Apesar da elevação de custos, houve queda em itens como cereais açucarados, iogurte industrial e barras de proteína. A família também passou a comprar menos alimentos congelados, mas investiu mais tempo na compra de ingredientes frescos.
A inflação e a busca por ingredientes de maior qualidade contribuíram para o saldo final. Em 2019, o gasto anual com alimentos foi de mais de 6 mil dólares; em 2025, o total ficou próximo de 15,5 mil dólares, o maior em sete anos de registro.
Desafios no dia a dia
Mesmo com avanços, o esforço é contínuo. No foco estão refeições diárias, eventos infantis e festas. Em casa, a família produz grande parte das refeições e prefere versões caseiras de pratos tradicionais.
Especialistas em nutrição destacam que a meta é reduzir a “dose” de UPFs, não eliminá-los totalmente. Alternativas incluem combinações com alimentos integrais e água com gás em substituição a bebidas açucaradas.
A experiência reforça que cozinhar em casa demanda tempo, planejamento e recursos. Para famílias sem tempo, a mudança pode exigir ajustes estruturais e apoio à alimentação saudável no cotidiano.
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