- Brasil tem potencial hidrelétrico de 178 GW, impulsionado pela resiliência da matriz energética e pelo uso de IA na gestão de usinas e reservatórios.
- Estudo mundial aponta que, em dois mil e vinte e quatro, houve adição de quarenta e quatro gigawatts? (corrigir: 24,6 GW) à capacidade instalada global, com hidrelétricas respondendo por cerca de quatorze vírgula três por cento da produção elétrica; pipeline mundial de projetos ultrapassa mil e setenta e cinco gigawatts.
- No Brasil, a capacidade instalada foi de cem e dez gigawatts em dois mil e três; o potencial inventariado alcança cento e setenta e oito GW, com cinquenta e dois GW disponíveis para estudos de viabilidade; a Agência prevê crescimento de nove vírgans? (corrigir: 9,1 GW) em dois mil e vinte e seis.
- Desafios envolvem vasto potencial na região amazônica (aproximadamente sessenta e dois por cento), impactos em áreas protegidas (setenta e sete por cento) e paralisias em estudos de viabilidade ( quarenta e dois por cento), agravados por condições hídricas como El Niño.
- Oportunidades incluem pequenas centrais hidrelétricas, leilões de capacidade, uso de IA para otimização e manutenção preditiva, retomada de estudos com armazenamento (CNPE) e a necessidade de regulação ágil, infraestrutura e capacitação para ampliar a participação da hidroeletricidade na matriz brasileira.
O Brasil tem um potencial hidrelétrico estimado em 178 GW, segundo avaliações da EPE. A expansão dessa fonte renovável ganha contorno com foco em resiliência da matriz e uso de IA na gestão de usinas e reservatórios, buscando maior eficiência e sustentabilidade frente a desafios ambientais e econômicos.
Um estudo da World Hydropower Outlook 2025, divulgado pela IHA, mostra que em 2024 foram adicionados 24,6 GW à capacidade instalada mundial, com destaque para PSH. A hidreletricidade permanece como a principal fonte renovável, respondendo por cerca de 14,3% da produção global.
Cenário global e brasileira
A China lidera o crescimento, com 14,4 GW, incluindo PSH. A África teve avanço significativo, e a Europa registrou alta geração em 2024. No Brasil, o debate sobre expansão depende de questões técnicas, ambientais e regulatórias, além de incorporar IA na operação de usinas.
Segundo a EPE, o Brasil possuía 110 GW instalados em 2023, correspondentes a aproximadamente 8% do total global. O potencial inventariado chega a 178 GW, com 52 GW disponíveis para estudo de viabilidade em usinas acima de 30 MW.
Projeções e regulação
A ANEEL prevê incremento de 9,1 GW na capacidade instalada para 2026, acima dos 7,4 GW de 2025, com entrada de novas usinas no SIN e em sistemas isolados. Do total planejado, quase metade visa o mercado livre, com ênfase em fontes renováveis, incluindo PCH e CGH.
A participação histórica da hidreletricidade na matriz caiu de 80% em 2002 para 58% em 2022, em decorrência da expansão de eólica e solar, e da necessidade de diversificação para maior resiliência do SIN ante variações climáticas.
Desafios e impactos
Estudos da EPE apontam que cerca de 62% do potencial não explorado está na Amazônia. Além disso, 77% do potencial interfere em áreas protegidas, o que complica licenciamentos, com 42% dos estudos paralisados por questões judiciais ou burocráticas. Fenômenos como El Niño afetam a geração hidrelétrica.
Pequenas centrais e oportunidades
A ABRAPCH destacou avanços de 2025, incluindo o leilão A-5 que contratou mais de 800 MW de PCHs e CGHs, e a inserir na lei um leilão de reserva de capacidade de 3 GW para pequenas hidroelétricas. A entidade defende prioridade governamental e sustenta que o setor pode gerar até 14 GW em projetos pulverizados.
Inovação tecnológica e gestão de ativos
Artigos recentes ressaltam que IA e análise de dados otimizam a gestão operacional de usinas, com manutenção preditiva a partir de sensores e algoritmos de deep learning. Tais recursos ajudam a detectar falhas, prever desempenho e reduzir Downtime, gerando ganhos de eficiência.
Regulação e cenários para 2026
O CNPE decidiu pela retomada imediata de estudos e projetos com capacidade de armazenamento, visando regularizar vazões e ampliar a flexibilidade do SIN. MME e EPE devem coordenar ações, acelerar licenças e identificar projetos viáveis, diante de secas e demanda crescente.
Perspectivas de especialistas
Para a TechTalent Innovation, a integração de IA pode otimizar hidrelétricas existentes, com previsão de vazões e manutenção preditiva. Ainda assim, especialistas destacam que tecnologia não gera água e a diversificação da matriz continua essencial diante de secas.
O mesmo grupo ressalta a necessidade de infraestrutura, inovação e capacitação de talentos. Mudanças culturais e regulação ágil são apontadas como cruciais para ampliar a digitalização, compartilhamento de dados e investimentos em hidrelétricas com reservatórios.
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