- A doença celíaca é uma condição autoimune que pode afetar qualquer órgão, não sendo apenas uma intolerância ao glúten.
- Muitas pessoas não apresentam sintomas digestivos; há manifestações em sistema nervoso, reprodutivo, cutâneo, musculoesquelético e hematológico.
- Retirar o glúten antes do diagnóstico diminui a sensibilidade dos testes e pode dar resultados falso-negativos.
- Não existe um limiar seguro de glúten para quem tem doença celíaca; mesmo pequenas quantidades podem ativar o sistema imune.
- A doença é relativamente comum, cerca de 1% da população, e continua subdiagnosticada, com estimativa de que cerca de 70% dos casos não sejam diagnosticados.
A doença celíaca continua cercada de desinformação, dificultando o reconhecimento e contribuindo para o alto número de casos não diagnosticados. A condição é autoimune e pode afetar diversos órgãos, nem sempre apresentando sinais evidentes, o que leva a diagnósticos tardios.
De acordo com o gastroenterologista e endoscopista Cássio Vieira de Oliveira, chefe do Serviço de Endoscopia Digestiva do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, o diagnóstico não deve ser atrasado pela ideia de ser apenas intolerância ao glúten. Retirar o glúten antes de avaliação médica compromete os testes.
A seguir, o especialista apresenta cinco mitos sobre a doença e esclarecimentos baseados em evidências médicas.
Mitos e verdades sobre a doença celíaca
1 – A doença celíaca é apenas uma intolerância ao glúten
Não. É uma doença autoimune sistêmica que pode afetar qualquer órgão, não apenas o intestino.
2 – A doença celíaca sempre causa sintomas digestivos
Não. Manifestações extraintestinais são comuns, como neurológicas, reprodutivas e cutâneas, entre outras.
3 – Cortar o glúten sem diagnóstico resolve o problema
Não. A retirada antecipada reduz a sensibilidade dos testes e pode dificultar o diagnóstico.
4 – Pequenas quantidades de glúten não fazem mal
Não. Não há limiar seguro para pacientes celíacos; mesmo traços podem ativar o sistema imune.
5 – A doença celíaca é rara
Não. A prevalência em estudos é de cerca de 1% na população, mas muitos casos permanecem não diagnosticados.
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