- O Pacífico central atingiu +0,5°C na região Niño 3.4, atingindo o limiar mínimo do El Niño pela primeira vez desde 1º de maio de 2024.
- Mesmo assim, o El Niño ainda não é oficial; a anomalia precisa se manter por várias semanas com mudanças na circulação atmosférica.
- A NOAA passou a usar um índice que desconta o aquecimento global, e sob esse critério o valor atual é negativo, indicando potencial La Niña.
- O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos estima 61% de chance de o El Niño se consolidar entre maio e julho, podendo durar até o fim de 2026.
- No Brasil, o fenômeno tende a trazer mais chuva no Sul e períodos mais secos no Norte e Nordeste, com impactos variáveis conforme o pico do El Niño nos próximos meses.
O Pacífico registrou neste segunda-feira (20) o primeiro sinal claro de aproximação do El Niño. Pela primeira vez em 2026, a temperatura da superfície do mar na região central do Pacífico equatorial atingiu o limiar mínimo de aquecimento, indicado como referência para o fenômeno.
Apesar do marco, o El Niño ainda não está oficialmente declarado. A confirmação depende da manutenção da anomalia ao longo de várias semanas, com mudanças correspondentes na circulação atmosférica. A região Niño 3.4 registrou +0,5°C, o limite mínimo para caracterizar o aquecimento.
A leitura dos dados envolve camadas diferentes do oceano. A NOAA passou a usar um índice ajustado que desconta o aquecimento global para medir o Pacífico, separando El Niño de outros aumentos generalizados de temperatura. Pelo novo critério, o valor mais recente ainda é negativo, sugerindo La Niña.
Mesmo com essa leitura mais rigorosa, sinais apontam na direção do El Niño. O Centro de Previsão Climática dos EUA estima 61% de probabilidade de consolidação entre maio e julho, com possibilidade de persistir até o fim de 2026. Camadas profundas do oceano continuam acumulando calor.
A intensidade do El Niño ainda é incerta. Previsões para o fim do ano indicam chances semelhantes entre moderado, forte ou muito forte, com possibilidade de um dos eventos mais intensos já registrados. A incerteza acompanha a evolução nas próximas semanas.
No Brasil, a atuação do fenômeno costuma alterar padrões de chuva e temperatura. O Sul tende a ter mais chuvas, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Os impactos dependem de quando o El Niño atinge o pico nos próximos meses.
O aquecimento dos oceanos, já acima da média histórica, reforça a expectativa de temperaturas elevadas em várias regiões. Especialistas destacam que o clima global continuará sujeito a oscilações entre El Niño, La Niña e fases neutras, sob influência do aquecimento global.
Entre na conversa da comunidade