- Animais de estimação estão vivendo mais, mas na fase idosa requerem cuidado multidisciplinar para manter qualidade de vida.
- Check-ups periódicos com veterinário ajudam a detectar doenças renais, cardíacas e endócrinas, além de avaliar dor, cognição e bem‑estar.
- A alimentação específica para a idade, com suplementos como ômega‑3, betaglucanas, aminoácidos, colágeno e vitaminas, pode beneficiar saúde e articulações.
- Rotina de exercícios de baixo impacto, adaptada às capacidades de cada animal, ajuda a manter massa muscular, mobilidade e prevenir ganho excessivo de peso.
- Dor crônica e disfunção cognitiva são comuns; manejo da dor, enriquecimento ambiental e terapias apropriadas ajudam a manter conforto e qualidade de vida, com atenção especial a diferenças entre cães e gatos.
Uma reportagem publicada pelo portal Terra, em 20 de abril de 2026, aborda os cuidados com cães e gatos na fase idosa. O foco é manter a saúde e ampliar a qualidade de vida nesse estágio, com orientação de especialistas.
Segundo a veterinária Pamela Meneghesso, gerente de produtos da Avert Saúde Animal, o pet idoso demanda atenção maior dos tutores. O envelhecimento aumenta a suscetibilidade a doenças, tornando o monitoramento mais eficaz para intervenções precoces.
A matéria destaca a importância de acompanhamento veterinário regular, dietas adequadas e exercícios adaptados. O objetivo é preservar função renal, cardíaca, cognitiva e articular, reduzindo desconfortos e fortalecendo o bem-estar.
Rotina de cuidados
O check-up periódico envolve histórico médico, exames e avaliação da saúde geral. A detecção precoce de problemas renais, cardíacos e endócrinos é prioridade, assim como a avaliação da dor e da qualidade de vida do animal.
A alimentação para a idade costuma exigir formulações específicas, com nutrientes ajustados às necessidades dos mais velhos. Suplementos podem favorecer imunidade, musculatura e articulações, conforme indicação veterinária.
Exercícios de baixo impacto ajudam a manter massa muscular e mobilidade. Ajustes na intensidade e na frequência são necessários, respeitando as capacidades de cada pet, com opções como natação e fisioterapia aquática.
Atenção à obesidade em cães e ao emagrecimento em felinos é fundamental. A orientação profissional auxilia na definição de metas de peso e na adequação da dieta à manutenção da energia diária.
A dor crônica relacionada a osteoartrite, doenças dentárias ou neoplasias é comum. Medidas de manejo, como uso de analgésicos, fisioterapia e modificações ambientais, devem ser indicadas pelo veterinário.
A disfunção cognitiva pode causar desorientação e alterações de sono. O diagnóstico precoce permite enriquecimento ambiental, suplementação e terapias que ajudam a manter a qualidade de vida.
Além disso, o cuidado emocional, com afeto e companhia, contribui para o bem-estar do pet idoso e fortalece o vínculo com o tutor, segundo a especialista.
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