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Quando optar por peça recondicionada na manutenção do carro

Peças recondicionadas reduzem custos de manutenção e aumentam a vida útil, desde que tenham procedência legal, nota fiscal e credenciamento adequado

Carros no processo inicial de reutilização das peças. Imagens da Renova/empresa de reciclagem e desmonte de veículos. Foto: Amanda Lino
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  • Peças recondicionadas são componentes usados que passaram por recuperação técnica para voltar a funcionar próximo do original.
  • Ao comprar, verifique a procedência: nota fiscal, selo do Detran e credenciamento.
  • Economias comuns: motor pode reduzir até oitenta por cento, e uma porta até setenta por cento em relação a peças novas; exemplo real: motor de Gol G six 2020 1.6 de R$ 24.436,00, recondicionado fica em R$ 7.723,67.
  • Recondicionamento não é reciclagem, mas aumenta a vida útil da peça, gerando menor impacto ambiental.
  • A Renova prevê destinar três toneladas de materiais em 2025 e quatro toneladas em 2026 com a expansão da unidade em São Paulo.

Você pode optar por peças recondicionadas, usadas e recuperadas por meio de um processo técnico que busca restabelecer o funcionamento original. O objetivo é desmontar, limpar, substituir partes desgastadas, ajustar e testar para chegar próximo ao desempenho original.

A procedência das peças é o principal critério para evitar surpresas. Andréia Justos, empresária do Galpão Rosa, destaca a necessidade de nota fiscal, selo do Detran e credenciamento oficial ao adquirir peças usadas. Em casos de veículos difíceis de abastecer no Brasil, as recondicionadas aparecem como alternativa viável quando legalizadas.

Do ponto de vista financeiro, a redução de custos costuma ser imediata. Em motores, a economia pode chegar a 80%, e para portas, até 70% menos que peças novas, segundo dados da Renova. Por exemplo, o motor de um Gol G6 2020 1.6 custa em média R$ 24.436, mas pode sair por cerca de R$ 7.724 quando recondicionado.

A questão ambiental é um ganho relevante do reuso. Especialistas explicam que recondicionar peças estende a vida útil sem transformar materiais em novas matérias-primas, como ocorre na reciclagem. O reuso evita descarte inadequado e reduz demanda por nova produção, com impactos menores em consumo de combustível e emissões.

Especialistas destacam que o recondicionamento costuma ter impacto ambiental menor do que a reciclagem, pois evita processos de coleta que consomem combustíveis. A avaliação é de que reutilizar prolonga a vida útil das peças, gerando ganhos ambientais maiores.

A Renova, empresa de reciclagem e desmonte de veículos, aponta ganhos reais na prática. Em 2025, a organização estima ter destinado três toneladas de materiais adequadamente. Com a expansão da unidade de São Paulo, a projeção para 2026 é chegar a quatro toneladas.

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