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Templo de 11.500 anos com pilares de 16 toneladas redefine a engenharia

Göbekli Tepe, templo de 16 toneladas, aponta engenharia monumental e organização social pré-cidades, desafiando a ideia de que a agricultura nasceu primeiro

Pilares de calcário de dezesseis toneladas esculpidos com animais no templo mais antigo do mundo – Créditos: depositphotos.com / EvrenKalinbacak
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  • Göbekli Tepe, com pilares de 16 toneladas e cerca de 11.500 anos, é o templo mais antigo já encontrado, possivelmente erguido antes da roda, da escrita e da agricultura.
  • Arqueólogos, liderados pelo Instituto Arqueológico Alemão, levantaram que centenas de pessoas usaram alavancas, cordas e esforço coletivo para extrair os megálitos e organizá-los em círculos concêntricos.
  • As esculturas em alto-relevo nos pilares mostram animais como leões, raposas, aranhas e escorpiões, possivelmente funcionando como proteção espiritual ou representando divindades das tribos nômades.
  • O templo foi intencionalmente enterrado com terra e restos de animais, preservando as estruturas por mais de dez milênios; a UNESCO o classifica como Patrimônio Mundial.
  • Até agora, apenas 5% da área foi escavada, e varreduras de radar indicam que dezenas de outros círculos de pedra podem existir sob o solo turco.

Göbekli Tepe, templo datado de cerca de 11.500 anos, aparece como peça central de uma descoberta que redefine a engenharia antiga. Pilares de calcário pesando cerca de 16 toneladas foram erguidos em forma de T, formando círculos concêntricos no sítio na atual Turquia. A pesquisa é conduzida pelo Instituto Arqueológico Alemão (DAI).

Segundo os arqueólogos, centenas de trabalhadores teriam usado alavancas de madeira, cordas e força coordenada para extrair os megálitos da pedreira próxima e acomodá-los no interior do conjunto. O feito ocorre antes de invenções como a roda, a escrita e a agricultura, conforme aponta o estudo.

A equipe sustenta que a construção de espaços sagrados precedeu o assentamento agrícola. O DAI afirma que a organização social complexa já existia na região muito antes de surgirem as primeiras cidades. A UNESCO monitora a preservação do sítio, reconhecido como Patrimônio Mundial.

Esculturas nos megálitos

Os pilares não são apenas estruturas de suporte; molduras altas em relevo exibem animais como leões, raposas, aranhas e escorpiões. A interpretação comum é de que as imagens serviam de proteção espiritual ou representavam divindades cultuadas por tribos nômades locais.

Por que o templo foi soterrado

Entre os mistérios, destaca-se o soterramento intencional do templo com terra, ossos de animais e entulho após séculos de uso. A operação preservou as esculturas e pilares por mais de milênios, mantendo o complexo relativamente intacto.

As escavações cobrem apenas 5% da área total do sítio, e varreduras de radar indicam a presença de dezenas de círculos de pedra ainda ocultos sob o solo turco. A avaliação é feita no contexto de pesquisas que buscam entender o significado completo do local.

Relevância para a compreensão da civilização

Até Göbekli Tepe, a visão dominante era de que a agricultura impulsionou a construção de templos. Agora, as evidências sugerem que o impulso de adorar em conjunto contribuiu para fixar tribos na região e até estimular o plantio de trigo para sustentar os trabalhadores.

O templo é visto como exemplo de engenhosidade monumental aliada a práticas religiosas. Os achados indicam um ponto de inflexão na história, marcado pela emergência de estruturas coletivas que moldaram fases iniciais da civilização.

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