- Cinquenta e duas pessoas participaram de um experimento holandês que usou ultrassom sobre a amígdala para inativá-la durante o aprendizado de medo.
- No protocolo, imagens de cobras eram associadas a um choque elétrico leve para criar uma relação entre a imagem e a dor.
- A resposta galvânica da pele foi medida para monitorar reações emocionais negativas.
- Em testes com ultrassom na amígdala, os voluntários apresentaram menos medo da cobra e esse medo dissipou-se mais rapidamente.
- Os resultados podem ajudar a explorar pesquisas sobre transtorno de estresse pós-traumático.
O estudo, realizado por pesquisadores holandeses, testou se o ultrassom pode impedir a formação de memórias associadas a eventos traumáticos, por meio da inativação da amígdala. A pesquisa envolveu 52 volontários.
Durante o experimento, participantes viam figuras na tela. Ao surgir a imagem de uma cobra, recebiam um choque elétrico leve na mão para criar uma associação entre a cobra e a dor. A resposta galvânica da pele também era medida.
Em alguns ensaios, o ultrassom foi utilizado para inativar a amígdala, região do cérebro ligada ao medo. O resultado mostrou menor medo diante da cobra e dissipação mais rápida da reação, sugerindo potencial para estudos sobre TEPT.
Resultados e Implicações
Os autores relatam que a experiência ruim associada ao estímulo pode não evoluir para trauma, com a amígdala interveniente modulando a resposta emocional. A pesquisa aponta caminhos para investigações futuras sobre transtorno de estresse pós-traumático.
Fonte: The human amygdala in threat learning and extinction
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