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Vacinas de mRNA para câncer apresentam sinais promissores

Vacinas de mRNA para câncer apresentam sinais promissores; estudo com câncer de pâncreas vê respostas imunes estáveis e sobrevida ampliada

A vacina da Moderna é uma das duas vacinas contra a Covid-19 baseadas em mRNA aprovadas nos EUA
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  • Vita Sara Blechner, 67 anos, diagnosticada com câncer de pâncreas em março de 2020, fez cirurgia de Whipple e participou de ensaio clínico com vacina personalizada de mRNA desenvolvida a partir de seu tumor.
  • A vacina, criada pela BioNTech em parceria com a empresa alemã, foi produzida a partir do material tumoral enviado da Alemanha para Nova York e combinada com imunoterapia e quimioterapia.
  • Em estudo liderado pelo MSK, oito dos dezesseis pacientes apresentaram resposta imunológica significativa; sete desses oito continuam vivos e bem seis anos após o início do estudo.
  • Os resultados impulsionam o interesse em vacinas de mRNA contra o câncer, apesar de ciclos de financiamento instáveis e questionamentos, com avanços em ensaios maiores e parcerias entre indústria e pesquisas públicas.
  • Além do caso de Blechner, fabricantes como Moderna, Merck, Genentech e BioNTech avançam com abordagens personalizadas e generalizadas de vacinas de mRNA para diferentes tipos de câncer, incluindo melanoma e câncer de pulmão.

A paciente Vita Sara Blechner, bibliotecária de Oceanside, Nova York, teve diagnóstico de câncer de pâncreas em 7 de março de 2020. Após exames, ela enfrentou a possibilidade de prognóstico sombrio e decidiu ingressar em um estudo experimental com vacinas de mRNA.

O estudo, conduzido no Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSK), associa a vacina de mRNA a imunoterapia e quimioterapia. O objetivo é treinar o sistema imunológico para reconhecer mutações específicas do tumor.

A vacinação foi criada a partir de uma amostra do tumor da própria paciente, processada na Alemanha pela BioNTech e enviada aos EUA para aplicação. O tratamento inicial coincidiu com o auge da pandemia de Covid-19.

Balachandran, médico responsável pelo estudo no MSK, explica que o câncer, diferentemente de vírus, nasce do próprio organismo, dificultando a construção de vacinas. O foco é estimular respostas T específicas contra mutações do tumor.

No protocolo, Blechner recebeu uma dose da vacina junto com um inibidor de checkpoint imunológico, seguido de ciclos de quimioterapia. O objetivo era reforçar a ação imune e combater o câncer de pâncreas, tradicionalmente resistente.

O resultado parcial do estudo mostra que 8 de 16 pacientes apresentaram resposta imune significativa à vacina de mRNA. Entre eles, sete permanecem vivos seis anos após o início do estudo.

O avanço foi apresentado na reunião da American Association for Cancer Research, em San Diego, destacando o potencial da plataforma de mRNA para tumores agressivos e de difícil tratamento.

Além do MSK, a pesquisa envolve parcerias com BioNTech, Genentech e outras instituições. Em paralelo, ensaios em maior escala continuam para avaliar eficácia e segurança em diferentes cânceres.

Os pesquisadores ressaltam que, embora promissor, o estudo do MSK é de fase inicial. O objetivo é confirmar resultados em um universo maior de pacientes com câncer de pâncreas e outros tumores.

Paralela à linha de pesquisa da vacina personalizada, avanços com vacinas de mRNA generalizadas seguem em estudo. Técnicas que não dependem de mutações específicas também são exploradas para ampliar o alcance terapêutico.

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