- A aeronave Boeing 777 da NASA retornou ao Centro de Langley, em Hampton, Virgínia, em 22 de abril, após voo de verificação e três horas de trânsito desde Waco.
- O jato passou por grandes modificações estruturais desde janeiro de 2025 no Texas para virar um laboratório científico aéreo de próxima geração, com estações de pesquisa dedicadas e fiação extensa.
- Alterações incluem janelas ampliadas na cabine e portais na parte inferior da fuselagem para abrigar instrumentos de sensoriamento remoto.
- O novo laboratorio aéreo poderá acomodar entre cinquenta e cem operadores e levar até setenta e cinco mil libras de equipamentos, com voos de até dezoito horas.
- A missão inaugural de ciência, prevista para janeiro de 2027, investigará eventos climáticos de inverno de grande impacto por meio do projeto NURTURE, cobrindo regiões da América do Norte, Europa, Groenlândia e do Ártico.
NASA recupera Boeing 777 para Laboratório Aéreo de Ciência
A Boeing 777 da NASA retornou à base de Langley, na Virginia, em 22 de abril, após passar por modificações estruturais pesadas para transformar o jato em um laboratório aéreo de próxima geração. O pouso ocorreu após um voo de checagem e um trajeto de cerca de três horas desde Waco, no Texas, onde recebeu atualizações.
Desde janeiro de 2025, a aeronave fica em solo texano recebendo hardware e melhorias estruturais para operações de ciência. As alterações incluem estações de pesquisa dedicadas, fiação extensa e janelas ampliadas, além de aberturas na parte inferior da fuselagem para montagem de instrumentos de sensoriamento remoto.
Estrutura e capacidade de operação
A modificação principal, realizada pela L3Harris Technologies em parceria com a Yulista Holding, permite que o 777 suporte sensores como lidar e espectrômetros infravermelhos durante voos. A cabine recebeu ampliação de janelas e o compartimento de carga ganhará áreas de montagem para instrumentos avançados.
A aeronave poderá receber de 50 a 100 operadores e transportar até 75 mil libras de equipamentos em voos de até 18 horas, ampliando bastante a capacidade de pesquisas a bordo. A NASA indica que o 777 será o maior laboratório de pesquisa aerotransportado da frota da agência.
Missão inaugural e impactos
A primeira missão científica está prevista para janeiro de 2027 e buscará observar eventos de tempo frio extremo, ventos, nevascas, gelo e condições marítimas perigosas. O cronograma abrange observações atmosféricas detalhadas por uma região que inclui Norteamérica, Europa, Groenlândia e os oceanos Ártico e Atlântico Norte.
Derek Rutovic, gerente de programa da Força de Ciência Aérea da NASA em Washington, destacou que as missões a bordo utilizam instrumentos de ponta para entender o planeta. Kirsten Boogaard, gerente do programa do 777 em Langley, ressaltou a continuidade entre o DC-8 e o novo 777, ampliando parcerias, oportunidades educativas e o conjunto de instrumentos.
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