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Aspirina pode reduzir o risco de câncer, com explicações emergentes

Aspirina pode reduzir o risco de câncer em portadores de Lynch Syndrome; evidências de ensaios alteram diretrizes e apontam doses mais baixas sob supervisão médica

Getty Images Thanks to its blood-thinning effects, aspirin may be prescribed for people with a high risk of cardiovascular disease
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  • Pesquisas indicam que aspirina pode reduzir o risco de câncer, especialmente em pessoas com Lynch Syndrome, que aumenta o risco de câncer colorretal.
  • Em estudo de 2020, pacientes com a condição que tomaram 600 mg diários por pelo menos dois anos tiveram risco de câncer colorretal pela metade.
  • Resultados posteriores sugerem que dose bem mais baixa, entre 75 e 100 mg, pode ser igualmente eficaz.
  • Consequência prática: no Reino Unido, diretrizes passaram a recomendar iniciar o uso de aspirina em torno de vinte anos (ou trinta e cinco em casos menos graves) para quem tem Lynch.
  • Ainda não está claro se a aspirina oferece benefício em outros tipos de câncer, mas pesquisas buscam explicar os mecanismos por trás do efeito preventivo.

A aspirina, medicamento com mais de 4000 anos de uso, pode reduzir o risco de câncer. Pesquisas recentes mostram que doses diárias ajudam a evitar o aparecimento e a disseminação de tumores, influenciando políticas de saúde.

Um estudo com pessoas com Lynch Syndrome, uma condição genética de alto risco, aponta que tomar aspirina diariamente pode reduzir significativamente o colorectal cancer. O estudo liderado por John Burn, na Newcastle University, acompanha pacientes há 10 anos.

O primeiro voluntário a participar do ensaio foi Nick James, que já completou uma década sem diagnóstico de câncer. A pesquisa sugere que doses de 600 mg, por pelo menos dois anos, reduzem pela metade o risco, especialmente de câncer colorretal.

Avanços e evidências

Resultados de ensaios mostram que doses menores também funcionam, entre 75 e 100 mg diários, com efeitos semelhantes. A mudança de diretrizes já ocorreu em alguns países, sob supervisão médica, para pessoas com alto risco genético.

Estudos adicionais avaliam se a aspirina pode impedir metástases em pacientes com câncer já diagnosticado. Em dados de terceiros, uma intervenção com dose de 160 mg diários mostrou redução significativa na recorrência da doença após cirurgia.

Mecanismos e aplicações

Especialistas destacam que o efeito da aspirina pode ocorrer por múltiplos mecanismos, incluindo a inibição de Cox-2 e da thromboxane A2, que pode tornar células cancerígenas mais visíveis ao sistema imune. Pesquisas ainda buscam confirmar esses caminhos em humanos.

Pesquisas em andamento avaliam a proteção ofertada por aspirina em outros tipos de tumor, com testes em centenas de milhares de pacientes na região do Reino Unido, Irlanda e Índia. Resultados devem orientar futuras recomendações médicas.

A discussão sobre uso amplo envolve riscos, como gastrite, sangramentos e úlera estomacal. Especialistas defendem que a decisão deve depender de avaliação clínica individual, equilibrando benefícios e efeitos adversos.

A BBC informa que estudos recentes abriram caminho para novas diretrizes, mas ressaltam que a aspirina não é indicada para todos. A prática deve permanecer sob orientação médica e com acompanhamento contínuo.

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