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Cidade perdida com 15 pirâmides e canais é mapeada por lasers na Guatemala

Mapa a laser revela cidade maia Ocomtún, com quinze pirâmides e canais hídricos, evidenciando densidade populacional elevada e conexão regional na Guatemala

Reconstrução digital de estruturas piramidais e canais de água ocultos pela vegetação tropical densa
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  • Cidade maia de Ocomtún, na Guatemala, foi mapeada neste mês por LiDAR, revelando 15 pirâmides e canais de água sob a densa selva.
  • A tecnologia permitiu visualizar ruas, praças e fortificações, indicando densidade populacional na região em 2026.
  • Estruturas principais incluem pirâmides, reservatórios de água, calçadas elevadas, terraços agrícolas e edifícios administrativos ao redor de praças amplas.
  • Infraestrutura hídrica compreende reservatórios de 200 mil litros e canais de quatro quilômetros, com função de drenagem e irrigação.
  • Ocomtún atuava como entroncamento logístico para o comércio regional, conectando mercadorias como sal, obsidiana e têxteis e fortalecendo a economia maia na região.

A cidade maia de Ocomtún, na Guatemala, ganha 2026 como marco de descobertas: 15 pirâmides mapeadas com lasers sob a densa floresta. A técnica LiDAR revelou vias de água e áreas urbanas antes invisíveis, ampliando o entendimento sobre densidade populacional da região.

A varredura aérea com LiDAR envia pulsos de laser capazes de atravessar a folhagem. Ao medir o retorno da luz, gera um mapa 3D que desoculta estruturas ocultas pelo bioma, evitando escavações invasivas e preservando a floresta.

A produção de mapas digitais permite visualizar ruas, praças e fortificações de Ocomtún, escondidas durante séculos. A abordagem acelera a identificação de sítios, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental das explorações.

Principais estruturas mapeadas

O núcleo central registra 15 pirâmides, usadas como templos e moradias da elite administrativa. Campos de jogo de bola, pátios elevados e terraços agrícolas indicam organização social complexa típica da Maia clássica.

Entre as obras, destacam-se pirâmides escalonadas com alturas entre 15 e 25 metros e reservatórios rochosos para períodos de seca. Calçadas elevadas conectam centros cerimoniais às áreas periféricas, facilitando a circulação.

Engenharia hídrica e função territorial

Reservatórios com capacidade estimada em 200 mil litros garantiam segurança hídrica. Canais de 4 quilômetros conduziam água até bacias de armazenamento revestidas com argila, sustentando agricultura e uso doméstico em tempos secos.

A existência de praças amplas e edifícios administrativos ao redor de espaços cerimoniais sugere papel central na gestão urbana. A conectividade de vias aponta para um entreposto logístico regional.

Papel no comércio e na região

Dados geográficos indicam que Ocomtún funcionava como nó de transporte de mercadorias entre provínias, com fluxo de sal, obsidiana e têxteis. O afastamento de grandes distâncias facilitava trocas e influência econômica na península da região central.

O excedente agrícola, produzido nos terraços irrigados, suportava artesãos e mercadores, fortalecendo a estabilidade política e o crescimento populacional, segundo estudos de instituições como a National Geographic Society.

LiDAR e arqueologia moderna

A tecnologia reduz impactos ambientais ao evitar remoção de vegetação para localizar ruínas. Dados topográficos de alta fidelidade ajudam a reconstruir cenários históricos sem comprometer florestas.

O mapeamento de Ocomtún demonstra cidades pré-colombianas mais densas e conectadas do que se pensava. O LiDAR amplia o alcance científico, abrindo espaço para novas descobertas sem degradar ecossistemas tropicais.

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