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Eólicas testam tecnologias para reduzir mortalidade de aves e morcegos

Minsait apresenta BatMonitor em WindEurope para reduzir mortalidade de quirópteros em parques eólicos, com IA, câmeras térmicas e paradas automáticas

Un parque eólico al atardecer, durante una parada programada por la presencia de murciélagos.
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  • A Minsait, do grupo Indra, apresentou em WindEurope, em Madrid, uma solução chamada BatMonitor para reduzir a mortalidade de quirópteros causadas por aerogeradores, combinando câmeras térmicas, inteligência artificial e automação.
  • A solução já foi testada por mais de seis meses, registrando uma redução de até 85% na mortandade de morcegos.
  • O sistema detecta o voo de morcegos em tempo real e, se confirmar movimento e contorno do animal, envia uma ordem de parada automática ao aerogerador por meio do software Babel.
  • Profissionais e entidades do setor ressaltam a importância de equilibrar energia renovável com a conservação da biodiversidade, especialmente de morcegos que ajudam no controle de pragas.
  • No contexto espanholo, a energia eólica representa cerca de vinte e quatro por cento da demanda, com mais de mil parques eólicos e cerca de 22 mil aerogeradores no país.

A energia eólica avança como parte da transição energética, mas impõe desafios à biodiversidade. Em Madri, a WindEurope promoveu hoje a apresentação de soluções para reduzir a mortalidade de morcegos causada pela atuação de aerogeradores. A Minsait, empresa do grupo Indra, revelou uma tecnologia que combina IA, câmeras térmicas e automação para prevenir colisões sem interromper a geração.

A proposta, batizada BatMonitor, surge para equilibrar o uso de energia limpa com a conservação de espécies. O sistema foi testado por mais de seis meses e mostrou uma redução de mortalidade de quirópteros em cerca de 85% durante as avaliações, segundo dados apresentados pela empresa.

BatMonitor: como funciona

BatMonitor utiliza visualização em tempo real, análise de imagem por IA e acionamento automático para paradas de turbinas quando morcegos são detectados próximo aos aerogeradores. O software Babel, integrado ao sistema, emite ordens de parada conforme o algoritmo identifica movimento e contorno do animal.

A apresentação ocorreu durante o encontro de WindEurope, a principal associação europeia de energia eólica, que acontece nesta semana em Madrid. A iniciativa busca reduzir paradas desnecessárias e aumentar a disponibilidade de geração, mantendo a segurança dos morcegos.

Contexto e dados de mortalidade

Especialistas lembram que os morcegos desempenham papel crucial no controle de pragas, polinização e regeneração de ecossistemas. Em Espanha, existem 32 espécies de quirópteros protegidas por lei, com mortalidade associada a parques eólicos sendo objeto de estudo recente. Um levantamento liderado pela Estação Biológica de Doñana apontou, entre 2005 e 2016, uma média de 41 morcegos mortos por turbina por ano na área estudada.

A Associação Empresarial Eólica (AEE) ressalta que o setor busca um equilíbrio entre energia renovável e conservação da biodiversidade. O uso de tecnologias modernas envolve investimento, estimado em cerca de 100 mil euros anuais por parque para proteger aves e apoiar medidas ambientais, incluindo limpezas periódicas para evitar atrativos próximos aos equipamentos.

Perspectivas e impactos no setor

Representantes da AEE reconhecem avanços tecnológicos recentes, com melhorias esperadas nos próximos anos. A ideia é reduzir colisões sem interromper a produção de energia de forma indiscriminada. O BatMonitor promete maior eficiência operacional, ao mesmo tempo em que reduz a mortalidade de quirópteros, outro passo para a convivência entre parques eólicos e conservação da vida silvestre.

Especialistas ligados a Secemu destacam que a qualidade dos estudos de impacto ambiental tem sido alvo de críticas, levando autoridades a ampliar exigências. Mesmo com avanços, a mobilização da sociedade e a atuação regulatória ainda estão em desenvolvimento para cobrir plenamente a proteção de morcegos em parques eólicos.

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